Pesquisa analisa hábitos de estudantes com o cigarro

O tabagismo é uma das principais causas de morte possíveis de prevenir e tratar do mundo. Também é considerado epidemia, responsável por cinco milhões de mortes por ano no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. O tema motivou a elaboração de uma tese de mestrado do fisioterapeuta André Luís Bertani, sob orientação da professora Irma de Godoy, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB).

O objetivo da pesquisa foi identificar as características e os conhecimentos sobre tabagismo de adolescentes que cursavam o ensino médio em uma escola pública na cidade de Botucatu. Também teve a finalidade de obter conhecimento para orientar futuras estratégias de prevenção e tratamento do tabagismo em crianças e adolescentes. O estudo confirma uma tendência mundial em relação ao aumento do consumo de formas alternativas de uso do tabaco.

Questionados sobre essas formas não convencionais, 81% dos adolescentes relataram que haviam consumido o narguilé (cachimbo de água) pelo menos uma vez e 76% já fumaram cigarros com adição de sabores.A pesquisa da FMB mostrou ainda que os adolescentes iniciam o tabagismo por influência do meio social e familiar e, sobretudo, identificou que a escola representa um importante modelo de comportamento.Aspecto importante da publicação foi o relato dos adolescentes sobre dependência do cigarro.

A maioria acredita que o cigarro causa dependência, mas 76% dos fumantes não se consideram dependentes e ainda acreditam que poderiam abandonar o cigarro assim que desejassem. Os dados mostram que é muito difícil o adolescente parar com o tabagismo e que os tratamentos medicamentosos têm pouco ou nenhum efeito nesta população.

Entre as principais contribuições do estudo está a constatação do interesse dos adolescentes em ter informações sobre as conseqüências do tabagismo.“O desafio atual é o desenvolvimento de abordagem com conteúdo direcionado e com uso da internet no sentido de torná-la mais atrativa aos adolescentes”, salienta professora Irma.

Da assessoria