Pedro Manhães consolida apoios para se eleger deputado federal

O jornalista e empresário de comunicação Pedro Manhães de Oliveira é um dos mais novos políticos da região que está buscando seu espaço dentro do PV para disputar a eleição deste ano na tentativa de conquistar uma das cadeiras da Câmara dos Deputados, em Brasília. Essa decisão do empresário vingou no ano passado quando foi incentivado por diversas lideranças políticas a disputar a eleição deste ano.

Inicialmente ele relutou. Pesou os prós e contras e aceitou o desafio de colocar seu nome para julgamento popular. Filiou-se no PV e se aproximou de início da deputada estadual Rita Passos, atual Secretária de Estado da Assistência Social, mas hoje já conta com parceria com todos os atuais deputados estaduais verdes da Assembléia Legislativa. Ao longo dos últimos meses seu nome ganhou força e ele foi buscar apoios em outras cidades da interior paulista. Hoje, já conta com apoios políticos em cerca de 65 cidades do eixo que envolve as rodovias Castelo Branco e Marechal Rondon.

Ninguém tem dúvida de que ele terá legenda do PV para disputar a eleição e a cada dia que passa ele busca agregar mais apoios em torno de sua pré-candidatura. Com previsão de que com 50 mil votos ele poderia conseguir se eleger, sua intenção é sair de Botucatu com uma votação expressiva e buscar os votos restantes em outras cidades. Com determinação e muita vontade ele tem percorrido a região levando a mensagem de que a nossa região pode ter um projeto político novo.

Em entrevista ao Acontece, Pedro Manhães, revelou como pretende trabalhar junto ao eleitorado para conseguir os votos necessários que possam levá-lo a ocupar uma das cadeiras do Congresso Nacional. Veja o que disse o pré-candidato do PV.

{n}Acontece{/n} – Pedro, o que o levou a entrar na política e colocar seu nome para disputar a eleição para deputado federal pelo PV?

{n}Pedro Manhães{/n} – A vontade de poder contribuir mais com a minha cidade e a minha região. Confesso que não foi uma decisão fácil. É difícil virar a vida da gente de ponta cabeça de uma hora para outra. Mas com o apoio e o estímulo de muitas pessoas que acreditam que já passou da hora de Botucatu recuperar sua liderança regional e ter, finalmente, um representante em Brasília, decidi aceitar o desafio. Faz 50 anos que Botucatu não elege um deputado federal. Acredito que em 2010 a gente quebra esse tabu.

{n}Acontece{/n} – A propósito, porque o PV?

{n}PM{/n} – Do ponto de vista estratégico e político, o Partido Verde é a força emergente em São Paulo e no Brasil. Entendo que essa polarização existente hoje entre PSDB e PT está com dias contados e o PV surge como alternativa política para ocupar espaços importantes de poder nos próximos anos. Do ponto de vista ideológico, me agrada muito a idéia de que podemos ter um novo olhar sobre as políticas de desenvolvimento. É possível fazer as cidades, o estado e o país crescerem e gerarem riqueza de forma sustentável. É possível pensar de um jeito novo a exploração dos nossos recursos naturais, pensar novos caminhos para a vida em sociedade. Esse é o grande desafio do século 21: gerar qualidade de vida para as pessoas garantindo a preservação da fonte dessas riquezas, que é o meio ambiente.

{n}Acontece{/n} – Quais são suas propostas para convencer o eleitorado da nossa região a optar pelo seu nome?

{n}PM{/n} – Quero fazer política junto com as pessoas que querem fazer da atividade política um caminho para melhorar a vida das pessoas que vivem na nossa região. Não estou buscando apoios e parcerias apenas para disputar uma eleição. Defendo que a nossa região precisa de um projeto político novo, em que as pessoas que querem atuar na política possam se sentir parte integrante de algo maior, que tenha significado na vida delas e nas comunidades em que vivem. Nossa região tem tudo para ser a próxima fronteira do desenvolvimento no estado de São Paulo. Isso pode demorar 5 ou 50 anos, depende da nossa organização e do nosso compromisso de atuar em conjunto para criar as condições necessárias para que isso aconteça no tempo mais curto possível.

{n}Acontece{/n} – E qual a razão dessa opção para tentar uma vaga no Congresso Nacional e não na Assembléia Legislativa de São Paulo?

{n}PM{/n} – Fui convidado para ser candidato a deputado federal. Não fui convidado par ser candidato a vereador, presidente de clube ou dirigente de escola de samba. Se aceitei o convite é porque acredito que posso contribuir com a cidade e com a região exercendo este papel. Tenho conversado muito com o prefeito João Cury e com outras lideranças políticas da nossa cidade e da nossa região sobre o papel da nossa geração. Precisamos fazer política de um jeito novo, mostrar que a nossa geração pode e quer construir seu caminho através do diálogo, da harmonia, e não do conflito e do confronto, como fez a geração que veio antes de nós. As pessoas já começam a compreender que fazemos parte de uma nova geração de políticos. Podemos ser de partidos diferentes, mas isso não impede que lutemos pelas mesmas causas. Os partidos, para nós, não são mais importantes que as pessoas. Temos que somar esforços através das nossas semelhanças em vez de ficar debatendo e valorizando nossas diferenças. É essa nova postura que vai ser a marca da nossa geração. E vai gerar resultados importantes para a nossa cidade e para a nossa região.

{n}Acontece{/n} – Quem está acompanhando sua trajetória nos últimos meses percebe que o senhor tem viajado muito em busca de adesões ? sua candidatura em outras cidades. Como está esse trabalho, já que o PV é um partido pequeno e senhor tem que costurar apoios em outras legendas?

{n}PM{/n} – É evidente que eu quero fortalecer o Partido Verde. Foi o partido que eu escolhi para minha militância política. Mas como eu já disse, política para mim se faz com pessoas. E nós temos hoje um diálogo aberto com pessoas de todos os partidos políticos da nossa cidade. Estou me dedicando a buscar apoios para a nossa pré-candidatura desde julho do ano passado. Hoje já temos uma articulação política presente em mais de 65 cidades. As pessoas estão entendendo a nossa mensagem, a viabilidade eleitoral do nosso projeto, e abraçando a idéia de que podemos melhorar nossa representação política em Brasília.

{n}Acontece{/n} – Está se aventando a possibilidade de que diversos candidatos da cidade disputarão vagas tanto na Assembléia Legislativa, como na Câmara dos Deputados, em Brasília. O senhor não acha que a cidade deveria se unir em torno de duas candidaturas para que a cidade tenha representatividade tanto na esfera federal como na estadual?

{n}PM{/n} – Acho que todo mundo tem o direito de ser candidato ao que bem entender. Vivemos em uma democracia. Mas o eleitor, a quem cabe decidir isso tudo, vai acabar escolhendo com inteligência aqueles nomes que demonstrem com mais clareza seu potencial eleitoral e sua capacidade de exercer o mandato. Mas entendo que é preciso acontecer uma conversa madura entre as diversas forças políticas para que se construam alianças com o objetivo de garantir ? cidade ter uma representação adequada na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal. Temos que separar os candidatos que realmente querem se eleger em 2010, dos que pretendem apenas colocar seu nome agora para ter repercussão e visibilidade visando as eleições de 2012. E Botucatu vai entender claramente isso pela própria postura dos candidatos.

{n}Acontece{/n} – Ainda neste aspecto, Pedro, poderemos ter vários candidatos a deputado estadual em Botucatu, mas sua campanha está direcionada para consolidar uma dobradinha com a deputada estadual Rita Passos em várias cidades do interior paulista. Como o senhor pretende administrar essa questão, caso outros candidatos o procurem para trabalhar uma dobrada caseira?

{n}PM{/n} – Para o eleitor que quer ajudar a fortalecer o Partido Verde, deveremos ter como dobrada principal com a deputada estadual Rita Passos (que é de Itu), que também está abrindo espaços políticos em outras regiões para a nossa pré-candidatura. É uma relação de parceria. Ela me fortalece lá. Eu fortaleço ela aqui. Também tenho parcerias estabelecidas algumas cidades em que conto com apoios políticos com outros candidatos a deputado estadual do PV, como o Camilo Gava (de Assis), o Edson Giriboni (de Itapetininga) o Padre Afonso Lobato (de Taubaté), o Chico Sardelli (de Americana), o Reinaldo Alguz (de Dracena) e o Dr. Ulisses (de Itapeva) Mas é evidente que a maioria dos eleitores vai acabar escolhendo candidatos a deputado estadual que sejam da cidade. Tenho uma boa relação de amizade com todos os nomes colocados hoje como pré-candidatos a deputado estadual: o dr. Bittar (PCdoB), o Lelo Pagani (PT), o Fernando Cury (PPS) o Milton Flávio e o Boranga da Sabesp (PSDB) e o João Elias (PDT). Assim como todos eles vão ter material com candidatos a deputado federal ligados aos seus respectivos partidos, eu vou ter material com os candidatos do meu partido. Até porque é crime eleitoral, sujeito ? cassação da candidatura, produzir material com candidatos de partidos diferentes. Mas acho perfeitamente normal que a maioria dos eleitores escolham votar nos candidatos com vínculo maior com a cidade.

{n}Acontece{/n} – Quem o senhor considera um grande adversário político?

{n}PM{/n} – Os votos em branco, nulos e os eleitores que não comparecem para votar. Nas eleições de 2006 eles somaram quase 25.000 votos perdidos na nossa cidade. Outros 20.000 votos foram dados para candidatos que só aparecem por aqui em época de eleição. Como é que Botucatu quer ter força política se joga fora 45.000 votos na hora da eleição?. Este é o cenário que queremos mudar em 2010. Quando a gente vota em candidatos que só aparecem na cidade em época de eleição está ajudando a fortalecer outras regiões, outros interesses, não os nossos. Somos hoje quase 90.000 eleitores. Temos que mostrar a nossa força na hora de votar.

{n}Acontece{/n} – O PV deverá homologar a candidatura da senadora Marina Silva para presidente, que poderia ser a grande surpresa nas eleições deste ano e puxar votos para a legenda. Porém, desde que ele se apresentou como pré-candidata, estacionou nos 8%, nas pesquisas. O que fazer para a Marina emplacar de vez e entrar na disputa?

{n}PM{/n} – A senadora Marina Silva hoje é conhecida apenas por 30% dos brasileiros. Estamos ainda há seis meses da eleição. Durante a campanha o Brasil vai poder conhecer o valor e a história dessa mulher, que é a brasileira mais respeitada no mundo. Torço, e vou trabalhar muito, para que os brasileiros possam reconhecer o avanço que a Marina pode significar para este país.

{n}Acontece{/n} – Pedro, para encerrar, deixo-lhe a vontade para que possa fazer suas considerações finais. Fique a vontade…

{n}PM{/n} – Obrigado, Quico, por esta oportunidade de poder me apresentar para seus leitores. Espero que eles possam ajudar a fortalecer a idéia de que Botucatu pode ser uma cidade com mais força política, recuperar sua liderança regional e ter um lugar de destaque em Brasília a partir de 2011. Eu acredito que isso vai acontecer.