Padre Orestes vai receber o título de Cidadão Botucatuense

Por iniciativa do vereador Valmir Reis (PPS) o padre Orestes Gomes Filho, pároco responsável pela igreja Nossa Senhora Menina, na Vila Maria, conhecido como “padre festeiro”, vai receber o título de Cidadão Botucatuense. Projeto foi aprovado na sessão legislativa desta segunda-feira (9) pela unanimidade dos vereadores. A data da entrega da honraria deverá ser marcada pela presidência da Casa.

Nascido em Bofete, o padre Orestes, com seus 57 anos de idade é, sem dúvida, um dos sacerdotes mais carismáticos e queridos de Botucatu, que percebeu sua vocação aos 16 anos de idade e foi incentivado pelo então arcebispo Dom Vicente Marchetti Zioni.
Desde criança acompanhava as procissões e visitava muitas capelas em bairros como o Santo Antônio, Socorro, São Roque, Nossa Senhora Lurdes ou São Pedro. Também frequentava locais onde se rezavam o terço e gostava de rezar.

Em 1975, com 17 anos fez o Treinamento de Liderança Cristã (TLC) em Botucatu e em 1976 entrou para o Seminário e passou a estudar com outros jovens que estavam três anos mais adiantados e mesmo assim conseguiu acompanhar. Normalmente, para se ordenar padre é necessário um tempo de 15 anos de estudos, mas ele conseguiu sua ordenação com 10 anos, em dezembro de 1985.

Na sua ordenação de padre, Dom Zioni o chamou e disse que o queria na Catedral de Botucatu, mas primeiro mandou-o para Avaré assumir uma igreja daquela cidade que havia sido construída. Lá permaneceu por 10 anos até assumir a Catedral Metropolitana de Botucatu em 1995 e lançou a festa de Santa´Anna e conseguiu fazer com que o Dia de Sant´Anna, passasse a ser feriado na cidade.

Depois de oito anos o então arcebispo Dom Antônio Maria Mucciolo o transferiu para a Igreja Nossa Senhora Menina, na Vila Maria (2003), onde permanece até hoje. Já no primeiro ano criou a Festa do Milho que foi repetida com muito sucesso nos anos seguintes e entrou na 10ª edição. Para realização desta festa o pátio da igreja se transforma em uma verdadeira linha de produção. Um grupo colhe o milho, outro faz o transporte até o pátio da igreja, onde um grupo descasca as espigas, antes que elas sejam encaminhadas aos “departamentos da empresa”, para que os produtos sejam feitos. Uma parte vai para o cozimento, outra para a trituração. Todas as máquinas para manusear as espigas de milho foram feitas pelo próprio sacerdote, somente para fazer esta festa.

“Tenho 10 anos de Avaré, 8 anos de Catedral e 10 anos de Vila Maria. Nesses 28 anos não sei quantas festas organizei. Sei que foram muitas, sempre com renda revertida para ser aplicada na própria comunidade. E assim gente vai caminhando. Trabalhando por amor a Deus, rezando muito e fazendo festas. E sou um padre que ficou conhecido por não usar batina no dia a dia. Na verdade, uso botina”, diz o sacerdote.