Oficiais femininas se encontram para comemorar 20 anos de PM

Um encontro que já se tornou tradição e até uma obrigatoriedade é que fazem 11 mulheres oficiais da PM, formadas na Academia Barro Branco em São Paulo. Desde 1993 quando se formaram, elas se mantém em contato com a realização de encontros de confraternização.

11 das 16 oficiais que se formaram em 1993, ainda estão na ativa desenvolvendo trabalho em cargos de comando da PM, espalhados por diferentes municípios de São Paulo, entre elas, a capitão Kátia Regina Firmino Christófalo, Chefe da Seção de Relações Públicas do 12º BPM/I, de Botucatu.

Ela revela que naquele ano (2003) formaram-se na Academia 16 mulheres e mais de 200 homens. Desde então elas se encontram, anualmente. “A cada encontro procuramos fazer uma atividade diferente. É muito gostosa essa confraternização. Reunimos-nos e cada uma conta o que fez durante o ano. É um momento só nosso”, revela Kátia.

A capitão entende que, gradativamente, a mulher vem conquistando espaços importantes dentro da PM. Cita como exemplo, a coronel Fátima Dutra que assumiu o Comando de Policiamento do Interior da sétima região (CPI-7), que tem sede em Sorocaba e é responsável por 79 municípios.

Na PM há 61 coronéis e apenas três mulheres. Fátima é uma delas, mas a única que integra o Alto Comando da corporação – um grupo seleto de 26 homens que decide os rumos da segurança pública do estado. Há seis anos uma mulher não integrava esse grupo. “A coronel Fátima conseguiu esse alto cargo na PM pela sua competência, abnegação e amor ? Instituição”, frisou Kátia Regina. “Ela é nosso exemplo maior e merece nosso respeito e admiração”, complementa.