O que estão querendo fazer com nosso Hino Nacional?

Já faz algum tempo que o Hino Nacional Brasileiro vem sendo tratado com um desrespeito desmesurado, até em algumas escolas, onde os diretores e professores se esqueceram o valor do civismo. O hino deveria manter-se em pauta cotidianamente para que a letra de Osório Duque Estrada seja compreendida em sua essência.

Milhões de brasileiros, incluindo jovens estudantes ainda não conhecem o significado de muitas palavras inseridas na letra, como plácidas, brado retumbante, fúlgidos, penhor, vívido, berço esplêndido, fulguras, resplandece, garrida, impávido, lábaro, entre outras. Tire, caro leitor,  a prova dos nove e peça para que um estudante universitário explique o  significado do hino.

E o pior não é isso. Há quem “assassine” o nosso hino cantando em ritmos diferentes da melodia (marcha) criada por Francisco Manuel da Silva. E nosso hino acaba sendo tocado em ritmo de samba, pagode, fank, frevo, axé, forró, etc. Nada contra os ritmos e gostos musicais, mas o hino tem que ser cantado na sua forma original. Não pode ser descaracterizado.

E tem mais: Em eventos oficiais, inclusive no Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais, só para citar alguns exemplos, são contratados artistas para fazerem a interpretação do hino,  imitando o que acontece nos Estados Unidos. Um desrespeito total, pois o povo não consegue cantar, já que a melodia é mudada.

Contratar um artista para interpretar o hino às vezes acaba em vexame histórico.  Quem não se lembra da Vanusa que “criou” um hino novinho em folha para a Assembléia Legislativa de São Paulo? Ou, mais recentemente, Carlinhos Brow, em Nova Iorque? Com um ridículo cocar de índio americano esqueceu a letra durante o Brasilian Day e passou a dançar no palco como se tivesse criado uma coreografia. Degradante! Isso quando não colocam duplas sertanejas que cantam em ritmo de country. 

O Hino Nacional Brasileiro deve ser encarado como um dogma da Pátria, isto é, “imexível” tanto na letra como na música. Hino não é música popular que se canta do jeito que quiser. Jamais deve ser banalizado e cantado de qualquer jeito e quem fizer isto deveria ser enquadrado na Lei da Apresentação dos Símbolos Nacionais. A Lei existe e deve ser cumprida. Nosso hino tem que ser respeitado e dignificado.

Infelizmente nossas autoridades não têm a coragem (muito menos  patriotismo) de valer a lei  que proíbe de vez que cantem o Hino por quem não sabe o que é civismo. Deveriam, sim, exigir a obrigatoriedade de sua execução diária e cantada pelos alunos como era feito nas escolas para que os alunos conheçam seu significado, respeitem e sintam emoção quando o cantam.