Morre em Botucatu a acadêmica Maria Anna Moscogliato

Era ela uma das mais queridas e carismáticas acadêmicas com uma extensa folha de serviços prestados à Botucatu, principalmente, nas áreas de educação e cultura

 

Na tarde desta quinta-feira morreu em Botucatu, aos 88 anos, a professora, historiadora, colecionadora, acadêmica e vice-presidente da Academia Botucatuense de Letras (ABL), Maria Anna Moscogliato. Seu velório acontece no Complexo Funerário Orlando Panhozi e o sepultamento está marcado para as 16 horas desta sexta-feira no Cemitério Portal das Cruzes.

Maria Anna era uma das mais queridas e carismáticas acadêmicas de Botucatu com uma extensa folha de serviços prestados à Botucatu, principalmente, nas áreas de educação e cultura. Seu passamento está sendo bastante comentado nas redes sociais por pessoas ligadas diferentes segmentos sociais que lhes prestam a última homenagem.

 

Maria Anna Moscogliato

Maria Anna Moscogliato nasceu em Botucatu, filha de Vicente Moscogliato e Ida Varoli, descendentes de imigrantes italianos. Seus pais residiram durante grande parte de suas vidas na Rua Curuzu, 867, onde os filhos, Mercedes, Elda, Antonio Maria, Fausto e a própria Maria Anna cresceram. Mudaram-se nos anos 50 para a casa da Rua General Telles, onde atualmente residia.

Formada professora primária pela Escola Normal Oficial de Botucatu, aos 18 anos, passando a ministrar aulas de história e geografia no cursinho preparatório aos exames de admissão ao ginásio, então uma constante, dado à escassez de vagas para o Ginásio (atual segundo ciclo do fundamental).

Em 1951 começou a trabalhar na Delegacia Regional da Fazenda (antigo “tesourinho”), onde foi efetivada em 1954. Em 1970, com o fim da Divisão Regional Administrativa de Botucatu, sua repartição foi transferida para Bauru, onde veio a aposentar-se em 1985.

Como falou ao Jornal Mulher, em matéria especial, de 12 de dezembro de 2008, “disponho de uma parte de meu tempo dedicando-me a colecionar documentos e retratos que se relacionam com  a história de Botucatu.”

Sua participação social continuava intensa: fez parte do Grupo Convivium de dona Elvira Marins (esposa do romancista e membro da Academia Paulista de Letras Francisco Marins), atuava no Centro Cultural de Botucatu (órgão fundado em 1942) como membro do Conselho Fiscal e foi empossada como membro Honorário da Academia Botucatuense de Letras.

Sua modéstia não lhe permitia afirmar que se transformou no principal centro colecionador de imagens e textos de Botucatu. Sua casa sempre foi uma referência para todos quantos desejam iniciar uma pesquisa ou encontrar o caminho para achar um personagem, uma partitura musical, um veio cultural de nossa cidade, seja ele qual for.