Médico da FMB estará no Dia Mundial contra a Aids

O médico infectologista e professor da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) Alexandre Naime Barbosa participará, dia 1º de dezembro, em Brasília (DF), de um evento alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, promovido pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, órgão vinculado ao Ministério da Saúde. O especialista representará o Serviço de Ambulatórios Especializados de Infectologia “Domingos Alves Meira” (SAEI-DAM), administrado pela Famesp.

A programação do evento prevê uma coletiva de imprensa na qual será anunciado um documento oficial com as novas diretrizes previdenciárias para pessoas vivendo com HIV/Aids, o lançamento de um fundo nacional por meio do qual a população poderá contribuir financeiramente para o tratamento de pessoas que vivem com a doença, além do lançamento de um livro intitulado “30 anos de luta contra a Aids no Brasil”.

“Neste Dia Mundial de Luta contra a Aids, uma das principais mensagens que devem ficar sedimentadas é que os casos novos de infecção pelo HIV estão se concentrando cada vez mais em algumas populações mais vulneráveis. Uma em especial, que merece mais atenção e cuidados, é a de homens que fazem sexo com homens, que englobam gays, travestis e homossexuais. É importante abordar a questão sem preconceitos, como ocorreu no passado, e levarmos métodos mais efetivos de prevenção a essas pessoas”, destaca Barbosa.

O médico infectologista do SAEI-DAM também contribuiu com a elaboração do documento que prevê as novas diretrizes previdenciárias para pessoas que vivem com HIV/Aids. O especialista explica que atualmente existem métodos alternativos e somatórios, além do tradicional preservativo, que podem ser adotados para evitar a transmissão do vírus HIV.

“Um indivíduo que tem uma relação sexual desprotegida (sem camisinha), preferencialmente em até 72 horas deve procurar uma unidade de saúde que fornecerá medicações contra o HIV. A pessoa tomará depois da exposição, preventivamente, durante 28 dias, e o risco de transmissão é muito baixo”, finaliza o especialista.

 

Sobre o Dia

Criado em 1987, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids é comemorado em 1º de dezembro com objetivo de alertar a comunidade global sobre o avanço da pandemia (extensão de uma epidemia). Os mais diferentes países, governos e organizações públicas participam de atividades educativas e de prevenção, coordenadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), UNAIDS e Ministérios da Saúde locais.

A doença, que tem características crônico-degenerativas, é causada pelo vírus HIV, e leva, se não tratada, à perda progressiva da imunidade, além de estar diretamente associada ao surgimento de infecções potencialmente fatais. O tratamento atual, também conhecido como coquetel, consegue reverter a queda da imunidade por eliminar o vírus da corrente sanguínea, mas outros problemas de saúde, como infarto do coração, derrame cerebral e aumento das gorduras no sangue podem surgir de forma precoce e aumentada por conta de fatores genéticos, toxicidade das medicações e hábitos de vida não saudáveis (tabagismo, sedentarismo, etc).