Magistrada se despede de Botucatu com confraternização

Nesta quinta-feira (18), a Juíza de Direito da Comarca de Botucatu, titular da 2ª Vara, presidente do júri e Corregedora, Adriana Toyano Fanton Furukawa, 35, por ter sido promovida, estará deixando Botucatu. Na próxima segunda-feira (22) ela inicia uma nova fase na carreira no Judiciário da Comarca de Sorocaba.

Nascida em Bauru, ela ingressou na magistratura em setembro de 2000, com 24 anos de idade, na Comarca da cidade onde nasceu, onde foi juíza substituta por três anos. Depois foi designada para prestar serviço em Ipaussu, ficando naquela cidade por quatro meses. Posteriormente, se transferiu para Andradina, onde permaneceu por pouco mais de um ano e veio para Botucatu em 2005.

No final do expediente desta quarta-feira (17) ela foi homenageada por funcionárias da 2ª Vara e amigas no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subsecção de Botucatu local onde nos últimos meses ela esteve atuando como juíza presidente em dezenas de julgamentos.

Ela é uma das poucas mulheres do Brasil a exercer a presidência do Tribunal de Júri. “Sinto-me bem ? vontade ? frente do Tribunal do Júri. Sempre fui muito respeitada e não sofri qualquer tipo de problema por ser mulher, tanto por parte dos advogados, como promotores, jurados, testemunhas ou réus. Na minha carreira nunca tive um problema desta natureza, assim como nunca dei uma voz de prisão durante um julgamento”, disse.

Emocionou-se ao falar dos funcionários que dividiram o trabalho com ela na 2ª vara nesses últimos anos. “Temos uma equipe de funcionários abnegada, que me ajuda na execução do trabalho diário. São competentes e leais e o que não falta aqui é trabalho, com mais de três mil processos tramitando. Temos audiências todos os dias. Normalmente se inicia ? s 13 horas e se estende até ás 18 ou 19 horas”, conta a magistrada.

Adriana Furukawa revela que deixa a cidade que aprendeu a gostar com muita tristeza. “É uma situação dura, mas faz parte da nossa profissão. Vou para Sorocaba onde estão meus parentes, mas quero voltar sempre que puder a Botucatu para rever os amigos”, despediu-se a magistrada.

Fotos: Valéria Cuter