Léo Áquila participa de passeata de Grupo LGBT em Botucatu

Fotos: Valéria Cuter

 

O Grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis) de Botucatu, promoveram na tarde deste domingo (26) a 4ª Marcha da Luta Contra Homofobia. Manifestantes que vestiram camisas alusivas ao movimento seguiram pela Avenida Dom Lúcio em um trio elétrico comandado por uma dos travesti mais famosos do Brasil: Léo Áquila. A passeata ocorreu de maneira pacífica.

Patrícia Medeiros, uma das organizadoras do movimento em Botucatu enfatizou que o Grupo LGBT busca igualdade de direitos, fim da discriminação, cidadania plena, reconhecimento e respeito. “É isso que reivindicamos de maneira pacífica. Somos milhões de brasileiras e brasileiras, ainda excluídas da democracia e sem seus direitos garantidos pelas leis do país. Lutamos pela liberdade”, disse.

Lembra que no Brasil existem milhões de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais de todas as profissões, credos, raças, sotaques, gostos e culturas, que sofrem preconceito. “Não usufruímos nossos direitos pelo simples fato de termos orientações sexuais ou identidades de gênero diferentes da norma sexual dominante e esse conceito precisa mudar. É por isso que estamos lutando”, finaliza.

Para Leo Áquila, que participa do movimentos contra a homofobia em diferentes regiões brasileiras,  ainda existe muito preconceito a até ódio contra as pessoas que querem ser diferentes. “Temos  que acabar com isso e combater o ódio pregando o amor e a igualdade entre as pessoas, independente  de suas preferências sexuais. Somos da paz! Vivemos  num país e ninguém pode ser discriminado por ser diferente”, disse Áquila. 

 

Homofobia

 

Significa aversão irreprimível, repugnância, ódio, preconceito que algumas pessoas, ou grupos nutrem contra os homossexuais, lésbicas e bissexuais, e é um termo que vem do grego. Muitas vezes aqueles que guardam estes sentimentos não definiram completamente sua identidade sexual, gerando dúvidas e revolta, que são transferidas para aqueles que já definiram suas preferências sexuais.

A homofobia tem causas culturais, religiosas, principalmente entre os católicos e protestantes, judeus, muçulmanos, e fundamentalistas. Mas mesmo entre estes grupos existem aqueles que defendem e apóiam os direitos dos homossexuais lésbicas e simpatizantes. Mas mesmo em pleno século XXI, alguns países aplicam até mesmo a pena de morte contra os homossexuais.

Desde 1991, a Anistia Internacional, passou a considerar a discriminação contra os homossexuais uma violação aos direitos humanos e no Brasil, em maio de 2011, a união estável entre duas pessoas do mesmo sexo foi reconhecida legalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).