João Chavari comanda um dos maiores clubes do Estado

Com seus aproximados 3 mil sócios a Associação Atlética Ferroviária (AAF), é um dos mais completos clubes do interior paulista. Conhecido como o “Gigante da Baixada” ostentando as cores vermelho, preto e vermelho, tem na presidência o empresário João Chavari que em maio deste ano estará disputando a reeleição para dar continuidade ao trabalho.

Procurado pela reportagem do Acontece Botucatu, Chavari relatou quais foram suas principais realizações na presidência do clube nesses últimos anos e quais são os projetos futuros. Entre outras coisas ele revela que recebeu o clube em 2004, com aproximadamente 1.500 sócios pagantes e hoje está muito próximos dos 3.000.

{n}Acontece – Primeiramente, uma pergunta tradicional. Quem é João Chavari?{/n}

{n}João Chavari -{/n} Tenho 51 anos, sou empresário e atuo no ramo de nutrição animal desde 1992. Também já trabalhei em indústrias e agência bancária. Sou casado e tenho dois filhos: Mariana e João Lucas. Meu dia a dia é bastante corrido, pois divido minhas atividades profissionais com a administração do clube. Ainda assim, sou um presidente bastante presente, pratico meu futebolzinho e adoro estar na Ferroviária.

{n}Acontece – Há quanto tempo o senhor está no comando da AAF?

Chavari – {/n}A Ferroviária faz parte da minha vida há muito tempo. Sou sócio titular desde 1980, mas, como dependente do meu pai, sou sócio desde os 8 anos de idade. Desde pequeno eu freqüentava o clube, pois eu tinha um padrinho, Wilson Mendes, o “Ticão”, que jogava futebol no time profissional e sempre que podia me levava aos treinos.

{n}Acontece – A AAF tem um contingente de, aproximadamente, 3 mil sócios. Se computados os dependentes esse número atingirá a casa das 15 mil pessoas, que é maior do que centenas de cidades brasileiras. Como é o dia a dia do presidente para administrar um clube desse porte?

Chavari –{/n} Realmente é bastante gente. É um prazer administrar um clube que está em ordem e sempre em crescimento. O clube é muito grande e se gasta bastante dinheiro para a sua manutenção. Mas com planejamento, temos conseguido manter as contas equilibradas e ainda investir em infraestrutura. Recentemente, foram investidos mais de R$ 60 mil na compra de novas cadeiras para as piscinas, mesas e banquetas para o campo de futebol society, novos utensílios para o refeitório dos funcionários e reforma das quadras de tênis. Estamos sempre trabalhando para proporcionar o que há de melhor aos nossos associados.

{n}Acontece – Além dos sócios, a AAF possui um quadro expressivo de funcionários e professores. Quantas pessoas prestam serviços ao clube? E aonde chega este número se computarmos, também neste contexto , os empregos indiretos que o clube proporciona?

Chavari –{/n} Hoje o clube conta com 46 funcionários, sendo 21 professores de Educação Fisica, todos registrados no Conselho Regional de Educação Física (CREF). Hoje, uma média de seis empresas prestam serviços ao clube, chegando a 70 pessoas envolvidas no total.

{n}Acontece – O senhor, pelo cargo que ocupa no clube, se envolve com muitas pessoas e se torna popular. Geralmente uma pessoa popular acaba se candidatando a algum cargo público. O senhor tem pretensão política?

Chavari –{/n} No momento não tenho pretensão política. Tanto é que já estou trabalhando para a reeleição que acontece em maio. O estatuto do clube é claro: todo diretor que se candidata a uma eleição deverá pedir afastamento.

{n}Acontece – Quando eleito presidente, como senhor recebeu o clube? E como o senhor pretende entregar?

Chavari – {/n}Recebi o clube em 2004, com aproximadamente 1.500 sócios pagantes. Hoje estamos muito próximos dos 3.000. Nesse período, estamos adaptando o clube todo para este crescimento, reformas que custam tanto quanto uma construção nova.

{n}Acontece – Nesses anos que o senhor está no comando da AAF, quais foram as suas principais obras?

Chavari – {/n}Foram diversas, pois com muito planejamento temos conseguido atende ? s mais diversas áreas do clube. Para citar algumas: reforma da sauna, da secretaria, criação das salas de esporte, troféus e Melhor Idade, construção do campo de futebol society com grama sintética, reforma das quadras de tênis que receberam piso asfáltico, reforma na academia, construção da sala de ginástica, troca dos pisos dos banheiros, dentre outras.

{n}Acontece – Geralmente em grandes clubes existe uma oposição muito ferrenha. No caso da AAF, como o senhor trabalha com os opositores ? sua administração?

Chavari –{/n} Com relação a oposição, é importante para o clube, desde que se coloque o clube em primeiro lugar e não os interesses pessoais.

{n}Acontece – O senhor é considerado pelos funcionários do clube como um presidente muito exigente e que se preocupa com as menores coisas e quer tudo certo nos lugares certos. O senhor como presidente se considera um perfeccionista?

Chavari – {/n}Perfeccionista não, mas não é da minha índole ser, simplesmente, presidente e estar, frequentemente, na mídia. Sou um presidente que está sempre presente junto aos funcionários, como um administrador e preciso saber de tudo e estar interado sobre tudo.

{n}Acontece – O que o senhor não fez no clube que gostaria de ter feito?

Chavari –{/n} Estou há 7 anos como presidente, e nos primeiros 5 anos o que se arrecadava conseguia manter o clube vivo. Com o crescimento, as pessoas e as empresas vão acreditando e investindo e com isso, aquele sonho que era impossível vai se tornando viável. Acredito que com isso os projetos sairão do papel.

{n}Acontece – Presidente, lhe agradeço esta entrevista e, antecipadamente, peço-lhe desculpas se não abordei um assunto que, no seu entender, seja de interesse dos sócios. Então, deixo-lhe ? vontade para suas explanações finais…

Chavari – {/n}Em nome de toda diretoria, agradeço a você associado, que é o maior patrimônio do clube. Agradeço também ao presidente do Conselho Deliberativo, Dr. Jú Colenci, ao presidente do Conselho Fiscal, Sr. Celestrin, a todo nosso Departamento Jurídico e, principalmente, a todos os nossos funcionários e colaboradores pelo crescimento muito forte que vem ocorrendo no nosso Gigante da Baixada.