Guarda Municipal passa por treinamento no Cempas

Entre os dias 17 e 18 o Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres  (Cempas) ministrou à Guarda Civil Municipal o “III Curso de Identificação e Resgate de Animais Selvagens em Situação de Risco”. O treinamento foi coordenado pelo professor  doutor Carlos Roberto Teixeira,  bem como a mestranda Jaqueline Muniz, a graduanda Luna Scarpari Rolim e os residentes Gustavo Calasans Marques e Hanna Sibuya Kokubun, todos do curso de veterinária da Unesp.
 
Os guardas civis municipais tiveram instrução teórica e pratica sobre identificação de animais  silvestres, contenção física e transporte de animais em situação de  risco, bem puderam realizar atividades praticas de resgate de serpente, jacaré, papagaio, maritaca, macacos, tartarugas, sagui e tucano.
 
Para o comandante geral da GCM, Sergio Luis Bavia “O treinamento é extrema  importância para os guardas, já que o Grupo de Proteção Ambiental  realiza vários tipos de resgates de animais silvestre”. Salienta ainda  que “o Cempas é um grande parceiro da Guarda Civil Municipal, que sempre trabalha integrado nessas ações”.

 

Cempas

No Cempas  estão dezenas de aves e animais resultados de apreensões policiais, vítimas de atropelamentos em estradas e caçadores ou ainda vindos de pessoas que criam os animais e depois resolvem abandoná-los. São diferentes espécies de primatas (sagüis, macaco-prego e bugios), jacarés, papagaios, tucanos, gavião carijó, maritacas, corujas, seriemas, veado catingueiro, jabotis, lagartos, gambás, tamanduás bandeira, entre outros. Um verdadeiro zoológico dentro de um centro de pesquisas científicas.

“O desenvolvimento das monoculturas, o avanço das construções urbanas nas áreas verdes e o aumento das malhas viárias diminuem os habitats naturais dos animais silvestres que acabam invadindo áreas urbanas onde entram em contato com seres humanos. Acabam capturados ou feridos e, muitas vezes, mortos. Estando no Cempas e não tendo condições de soltura alguns são transferidos para zoológicos ou criadouros conservacionistas. Outros permanecem aqui para serem pesquisados e são base para teses e doutorados”, explicou.

E Teixeira diz que mesmo aqueles que ainda estão com saúde e em condições de viverem em liberdade têm que ser soltos de maneira adequada, pois no reino selvagem existe uma competição muito intensa pela disputa de território e não são raros os casos em que animais são mortos por um rival. Então, o ideal é soltar os animais o mais próximo possível do lugar de onde foram retirados”, acrescentou o professor da Unesp.