Fundação Casa de Botucatu não adere a greve estadual

Fotos: Luiz Fernando

 

Funcionários da Fundação Casa entraram em greve nesta quinta-feira (7) por tempo indeterminado no estado de São Paulo. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa), há paralisações em várias unidades.

Botucatu ainda não aderiu ao movimento. “Aqui, por enquanto,  tudo está funcionando normalmente, Aqui dentro não tem manifestação nenhuma e todo mundo está trabalhando.  Pode ver está tudo tranqüilo. Se tivesse greve tinha gente aqui fora com cartaz como sempre acontece. Tem zum zum que pode parar domingo, mas não sei.  Agora está tudo normal”, disse uma funcionária.

Segundo o Portal G1, o sindicato informou que 90% dos centros entraram no movimento e a Fundação Casa não divulgou um balanço, mas informou, em nota, que "o atendimento aos adolescentes nos 148 centros socioeducativos se mantém dentro da rotina, sem prejuízo às atividades pedagógicas, ao atendimento de saúde e psicossocial e à alimentação e higiene".

A categoria pede um reajuste de 28,16%, melhores condições de trabalho, licença maternidade de 180 dias, auxílio às crianças com necessidades especiais e outros 64 pontos da pauta de reivindicações. A categoria mantém 30% dos funcionários trabalhando e realiza piquetes em frente às unidades.

Segundo Aline Salvador, diretora do sindicato, o movimento vai englobar  assistentes sociais, pedagogos e monitores, entre outros trabalhadores, e terá como carro-chefe as condições de atuação nos prédios da Fundação. "Depois da regionalização, colocaram as unidades em locais ermos, com mata ao lado. A insegurança é muito grande para os servidores. O adolescente não entende a internação e culpa os funcionários", afirmou.

O Sitraemfa diz que o pedido de reajuste contempla perdas salariais e aumento real e a greve foi definida porque não houve acordo. "A proposta foi encaminhada em fevereiro e a data-base é em março. Estamos há dois meses tentando uma negociação. A greve é a arma final", disse Aline. Enquanto os funcionários estiverem em greve, apenas serviços básicos, como a alimentação dos adolescentes, devem ser mantidos, de acordo com o sindicato.