Funcionário da CPFL sugere “gato” na rede elétrica

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Reportagem publicada no jornal Diário da Serra desta terça-feira (4) sobre a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) destaca que uma consumidora declarou ter procurado a agência em razão de sua energia ter sido cortada e teria recebido a sugestão de instalar um “gato” em sua rede de energia. Ou seja, ela foi orientada a cometer um crime.

Para quem não sabe o “gato” na rede elétrica é o nome dado à ligação elétrica clandestina destinada a furtar energia. Segundo a legislação brasileira é um crime de furto ou de estelionato e o infrator pode ser condenado a uma pena que pode variar de um a quatro anos de reclusão, além de multa.

Mas o “gato”  traz um risco muito maior do que o crime: o de perder a vida.  Quem faz uma ligação clandestina, normalmente sobe em um poste com cerca de 7,20m de altura e vai acessar uma rede energizada. A pessoa pode receber uma descarga elétrica e perder a vida imediatamente, por eletrocução.

Também os equipamentos elétricos correm risco devido à queda na qualidade da energia e às constantes interrupções no sistema elétrico, aumento do número de ocorrências de falta de energia e danos à rede elétrica com o rompimento de condutores e com a queima de transformadores.

Esse fato aconteceu em razão da agência da CPFL de Botucatu ter interrompido o atendimento ao público por dez dias com o argumento de adequação no sistema de atendimento. Quem teve a energia cortada, por exemplo, terá que esperar o retorno das  atividades da agência, na semana que vem, para  regularizar sua situação e ter a energia de volta.  

A agência de Botucatu é suberdinada à regional de Campinas. Embora exista a Central de Atendimento Telefônico:  0800 010 10 10 e (19) 3754 7648 ou o e-maill: paulista@cpfl.com.br  o atendimento é muito demorado e o consumidor não consegue obter a solução para seus problemas.