FMB integra pesquisa sobre produção e descarte de lixo

Um grupo de pesquisa e intervenção da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) realizou, dia 29 de junho, das 9 ? s 17 horas, em Botucatu, uma série de entrevistas domiciliares e voluntárias, definidas por meio de sorteio, para levantamento de dados sobre como ocorre a produção e descarte do lixo. Alunos dos cursos de Medicina e Enfermagem juntamente com uma equipe da Vigilância Ambiental em Saúde, percorreram a cidade e aplicaram um rápido questionário em 210 residências.

A iniciativa faz parte do Projeto PET-Saúde, do Ministério da Saúde, e conta com a coordenação da professora Karina Pavão Patrício, do Departamento de Saúde Pública da FMB. Todos os dados coletados serão analisados e processados pela Unidade de Pesquisa em Saúde Coletiva da FMB. A atividade contou com o apoio das secretarias de Saúde e do Meio Ambiente de Botucatu.

“Notamos que a população de maneira geral tem separado os materiais reciclados do lixo comum. As pessoas têm consciência da importância dessa postura, mas sentem que não tem uma política municipal em Botucatu para isso. Sendo assim, deixam para os catadores informais que desempenham um papel importantíssimo no município”, afirma Karina.

A coordenadora do projeto diz esperar que estes dados possam subsidiar o município e até outros locais, pois poucos inquéritos de resíduos sólidos foram realizados até hoje no Brasil. Lembra que uma pessoa produz, em média, 1,5 quilos por dia de lixo. Em Botucatu, há, diariamente, em torno de 90 mil quilos de lixo sendo gerados e o meio ambiente não suporta tamanho volume.

“Atualmente, já precisamos de uma Terra e meia para sustentar o consumismo da população mundial. E, além disso, nós mesmos somos vítimas destas poluições e desequilíbrios ambientais. A Organização Mundial de Saúde aponta que 24% de todas as doenças atuais estão associadas direta ou indiretamente a fatores ambientais!”, salienta Karina.

Da Assessoria