Filhote de tigre asiático passa por cirurgia na Unesp

Depois de Lula, um tigre siberiano de quase 200 quilos que foi tratado de enfermidade em uma das patas dianteiras em julho deste ano, a equipe da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) de Botucatu está cuidando de outro tigre, este um filhote de nome Kedar de oito meses de idade, com pouco mais de 70 quilos, que veio de uma família de tigres da Ásia e que pertence um criador da Cidade de Votorantim.

Esse animal foi internado no Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres (CEMPAS), da Unesp de Botucatu, para a retirada de uma placa de metal colocada em seu fêmur em razão de uma fratura que comprometia seu crescimento. A cirurgia foi um sucesso e Kedar deverá ter alta nas próximas horas para ser devolvido ao seu proprietário.

“A lesão que tinha no fêmur o impedia de se locomover. Por isso, foi colocada uma placa para corrigir a formação óssea. Se a cirurgia não fosse feita ele poderia chegar a idade adulta sem ter condições de andar. A evolução foi muito boa e já se movimenta sem nenhuma dificuldade. É um filhote que gosta muito de brincar”, disse o professor/doutor da Unesp, Carlos Roberto Teixeira, responsável pelo CEMPAS.

Disse que o tigre está internado em um local seguro longe de olhares curiosos, para evitar que fique agitado. Nesse mesmo espaço esteve há menos de um mês um leão com 180 quilos, bastante agressivo. Entretanto, atender animais que não são da fauna brasileira é comum na Unesp, de acordo com Teixeira.

“É difícil enumerar, mas já operamos animais como tigres, ursos, leões ou chimpanzés, que não são da fauna brasileira. Já animais da nossa fauna são mais comuns. Mesmo os que estão na eminência da extinção, recebemos com mais freqüência, principalmente, os que sofrem algum tipo de acidente e necessitam de acompanhamento médico”, diz o professor.

Fotos: Valéria Cuter