Estudantes de Zootecnia realizam Semana de Integração

Foi encerrada a Semana de Integração Acadêmica (Sinta) do curso de Zootecnia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp. Os 14 grupos de trabalho, apresentaram os resultados das suas atividades e ressaltaram a boa interação entre os colegas e a eficiência da metodologia Aprendizagem Ação, utilizada nesta edição do evento. Cerca de duzentos alunos e 16 professores facilitadores participaram do evento.


O coordenador da Sinta Zoo 2014, professor Paulo Roberto de Lima Meirelles, avaliou positivamente o evento. “O evento superou nossas expectativas com relação à participação ativa dos estudantes e o bom nível dos trabalhos. As apresentações que assistimos hoje apenas resumem as atividades e as discussões que os grupos desenvolveram ao longo da semana e que resultaram em projetos muito interessantes”.


Um dos grupos abordou a relação humano/animal e teve como facilitadoras a professora Janaina Conte Hadlich e a assessora pedagógica da FMVZ, Eliana Curvelo. “Foi a Sinta mais legal que já participei. Todos se ajudaram bastante. Acho a iniciativa interessante porque nos faz ir atrás de outras informações, diferentes daquelas do conteúdo curricular”, disse a participante do grupo, Bruna Filipini, aluna do 3º ano de Zootecnia. “Foi possível perceber o crescimento e o comprometimento dos alunos com o trabalho durante essa semana. Eles ficaram muito ativos e durante o método convencional, muitas vezes, sentimos o aluno excessivamente passivo. Acho que nesse formato o aluno se sente importante, pois tem uma função no grupo, uma obrigação a cumprir para que tudo dê certo”, complementa a professora Janaína.


Lucas Silva Lopes, do 3º ano, participou de um grupo que abordou a criação de animais de companhia, lazer e esporte, especialmente com relação aos avanços e as questões éticas envolvendo a engenharia genética. Ele gostou da abordagem inovadora. “Nosso facilitador, o professor Rogério Abdallah Curi, chegou com uma proposta diferente do que imaginamos que fosse e todos gostaram e participaram bastante”. Lucas participa da Sinta desde seu primeiro ano. “Eu acho bem legal. É uma experiência muito válida”.


A teoria de Malthus e sua possível aplicação num futuro próximo, com consequências graves para a segurança alimentar também foi tema de um trabalho na Sinta, que teve a professora Cyntia Ludovico Martins como facilitadora. “Chegamos a um consenso de que há muito desperdício de alimento. A produção é grande, conseguiria suprir as necessidades da população, mas o desperdício ainda é enorme. Diminuir o desperdício é o grande desafio”, conta João Fávero Neto, do 4º ano, que também participa da Sinta todos os anos. “É uma forma bem válida de aprendizagem. Há integração com colegas, pessoas com pensamentos diferentes. É sempre bem bacana”.


O professor Otávio Rodrigues Machado Neto ingressou no corpo docente da FMVZ no início de 2014. Em sua primeira experiência como facilitador na Sinta, ele trabalhou com bem estar animal na bovinocultura de corte e considerou a experiência bastante interessante. “Os alunos têm a oportunidade de pesquisar sobre o assunto. Muitos estão tendo o contato com o tema pela primeira vez e verificaram sua relevância em virtude do Brasil ser o maior exportador de carne do mundo. Eles aprenderam a importância dos bons tratos com os animais e o impacto disso na melhoria da carne produzida. Além disso, é uma ótima oportunidade para que eles superem diferenças e trabalhem em grupo”.


Hinglidj de Carvalho Muller, do 5 º ano, foi uma das integrantes do grupo que teve o professor Otávio como facilitador e, apesar de estar no final do curso, ressalta o valor da experiência da Semana. “A Sinta me ajudou a conhecer mais alunos de outros anos, montar um projeto e pensar em algo para ser apresentado didaticamente. Além disso, te ajuda a estudar um pouco mais, pois você vai para a prática colocar um pouco do que você aprendeu na faculdade”.
Trabalhando com bem estar de suínos, o professor Dirlei Antonio Berto também ressaltou a relevância da Sinta. “Acho que é muito positivo o fato de fugirmos do modelo tradicional de aulas e conferir mais responsabilidade para o aluno, porque ele é que precisa pesquisar, estudar e propor soluções”. 

 

Da Assessoria