Estudantes da Unesp se rebelam por restaurante

Fotos: Luiz Fernando

 

Na manhã desta quarta-feira (18), os estudantes dos mais variados cursos da Unesp de Botucatu, fizeram uma manifestação em frente ao prédio da Administração Geral da Faculdade de Medicina de Rubião Júnior reivindicando o Restaurante Universitário, projeto que vem se arrastando desde a década de 70.  Eles querem que as obras do restaurante sejam retomadas.

Estudantes invadiram o saguão do prédio e colocaram um fogão com panelas para ilustrar o movimento. Por falta desse restaurante é que os universitários aderiram a greve dos servidores e professores que foi iniciada no último 28 de maio reivindicando melhores salários e condições de trabalho e estão mantendo em funcionamento somente os serviços essenciais.

A greve busca forçar uma negociação com os reitores para que as reivindicações sejam discutidas, já que as universidades comunicaram que não haveria reajuste, nem mesmo a reposição da inflação dos últimos 12 meses. Também apontam que houve suspensão de concurso para reposição de funcionários.

“Assim como temos feito em anos anteriores também estamos cobrando do governo paulista, o aumento de recursos para a Educação Pública em todos os níveis, pois o acesso ao ensino público, gratuito e de qualidade é um direito de todos”, diz um dos trechos distribuídos em panfleto explicando os motivos da greve.

Vice-reitora da Unesp, Marilza Vieira Cunha Rudge, assinou uma nota  ressaltando que “a massa salarial da Unesp consome 94,4% do orçamento, índice que ultrapassa em quase dez pontos percentuais o limite aceitável, que é de 85% e o adiamento do dissídio não é fruto da intransigência, mas da absoluta impossibilidade de atender às justas demandas da comunidade”.

Também a superintendência do Hospital das Clínicas (HC) emitiu nota realçando que  “todos os serviços de urgência/emergência funcionam normalmente com consultas, exames, internações e cirurgias a as cirurgias eletivas sofreram uma redução de 30% juntamente com exames e consultas”.