Escultor cria o resgate físico do chupa-cabra

O escultor Pedro Cesar, que é bastante conhecido na região pelas esculturas que cria, principalmente, usando a natureza como tema, está com um novo projeto: ele fez o resgate físico do chupa-cabra. O projeto que vem sendo desenvolvido há oito anos foi inspirado nas histórias narradas sobre um animal que teria surgido em Porto Rico em 1975 e chegado ao Brasil, nos anos 90.

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“Muitas histórias foram contadas sobre o chupa-cabra, mas ele só era visto através de desenhos. Então, passei a pesquisar sobre o assunto e veio a inspiração de esculpir a criatura, para mostrar como ela era. Pesquisei tamanho, formato, assisti muitos vídeos de pessoas contando suas experiências com a criatura, assim como as narrativas de animais que eram encontrados mortos de maneira misteriosa e elaborei a escultura procurando chegar o mais próximo possível desse mostro que assombrou o mundo”, comentou Pedro César.

Sobre sua opinião da existência dessa criatura ele foi taxativo. “Não posso assegurar que o chupa-cabra existe ou existiu, mas garanto que se ele estivesse vivo seria muito parecido com a escultura que eu fiz, baseada em minhas pesquisas. E é a única do mundo, não existe outra”, garante.

Para mostrar sua obra, Pedro Cesar, está preparando uma exposição marcada para ser iniciada na próxima quarta-feira (dia 30) em seu galpão na Rua Major Matheus número 8, bem próximo do viaduto da Fepasa que separa o centro da cidade com a Vila dos Lavradores. Ele pretende criar um clima de expectativa e suspense para mostrar sua obra. Além do chupa-cabra, a exposição trará alguns animais, supostamente, atacados pela criatura.

“Tudo que será exposto foi extraído dos relatos de pessoas que, de alguma forma, tiveram contato com essa criatura. Na minha visão de artista o chupa-cabra dos relatos é igual ao da escultura. Vai da cabeça de cada um acreditar se ele existiu ou é um ser criado pela imaginação do ser humano”, concluiu o escultor.

{n}O que é chupa-cabra?{/n}

É uma suposta criatura responsável por ataques sistemáticos a animais rurais em regiões da América, como Porto Rico, Flórida, Nicarágua, Chile, México e Brasil. O nome da criatura deve-se ? descoberta de várias cabras mortas em Porto Rico com marcas de dentadas no pescoço e o seu sangue alegadamente drenado. Embora o assunto tenha sido explorado na mídia brasileira, os rumores sobre a existência do misterioso ser foram gradualmente desaparecendo, cessando antes da virada do milênio.

O primeiro ataque relatado no Brasil ocorreu em São Paulo, em março de 1995 no Jabaquara. Boatos correram de que se tratava do Auxiliar de Promotoria Silvio de Aquino, que atacava em suas andanças pelo Parque do Estado. Neste ataque, oito cabras foram encontradas mortas, cada um com três perfurações no tórax e totalmente esvaídas de sangue.

Em 1975, mortes similares na pequena cidade de Corrente (Piauí) foram atribuídas a El Vampiro de Moca (O Vampiro de Moca). Inicialmente suspeitou-se que as mortes estariam relacionadas a cultos satânicos; posteriormente mais mortes foram registradas na ilha, reportadas por muitos fazendeiros. Cada animal teve seu sangue drenado por uma série de incisões circulares.

Logo após os primeiros registros dos incidentes em Porto Rico, várias mortes de animais foram relatadas em outros países como a República Dominicana, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Panamá, Peru, Brasil, Estados Unidos e México. Existem também relatos de ataques a humanos no Brasil como em Ribeirão Branco e em todos os países que cabras foram mortas.

Também há relatos da presença do chupa-cabra nas fazendas, sítios e chácaras que circundam a cidade de Botucatu, nos anos 90. Porém, os ataques a animais domésticos como ovelhas, cabras, galinhas, patos, entre outros, foram explicados, cientificamente, pelo professor e veterinário da Unesp de Botucatu, Carlos Teixeira, que esteve em vários locais examinando animais, supostamente, atacados pela criatura.

Depois de analisar os ferimentos Teixeira creditou os ataques a cães vadios (que são abandonados na zona rural e formam matilhas), onças, morcegos e até por doenças causadas por vírus ou bactérias. Porém, o mistério do chupa-cabra ainda mexe com a imaginação das pessoas.

Fotos: Valéria Cuter