Duratex faz contraproposta para evitar greve

Nesta quarta-feira (11) numa mesa redonda que teve início ? s 11 horas e só foi encerrada ? s 18 horas, o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e do Mobiliário de Botucatu, discutiu com os diretores da Duratex, o reajuste salarial de 2013. O sindicato esteve representado pelo presidente Carlos Alberto Tenore e o diretor social, José Luis Fernandes (foto), além de outros sindicalistas que acompanharam a negociação.

A empresa fabricante de chapas de fibras prensada tinha prazo até as 17 horas para analisar a proposta de reajuste salarial que vem se arrastando desde o mês de julho e existia a possibilidade de ser deflagrada uma greve, caso a empresa não se manifestasse e não fizesse uma contraproposta.

A empresa havia oferecido uma proposta de 9% de aumento para o piso (salário inicial); 8,5% para quem ganha até R$ 5 mil e 7% para os que têm salário acima dessa faixa. A proposta foi levada em assembleia na semana passada e rejeitada por 78% dos funcionários presentes. O sindicato pleiteia a correção do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), que chegou a 6,97% nos últimos 12 meses e mais um aumento real de 5%.

Nessa nova negociação a empresa ofereceu aumento de 9% no piso (salário inicial), 8,8% para quem ganha até R$ 3.600,00 e 7% para os que recebem acima desse valor. Além disso, a consulta na Unimed, para todos os funcionários, caiu de R$ 18,00 para R$ 11,00.

“Ouvimos os argumentos dos diretores da empresa e colocamos os nossos e saímos da reunião com uma nova proposta consolidada. O próximo passo é colocar o que a empresa oferece para ser apreciada pelos funcionários em uma assembléia que deverá ser agendada para a próxima semana. Se esta proposta for aceita o sindicato referenda a decisão. Caso não seja aprovada, a empresa será comunicada”, colocou o diretor Social, José Luis Fernandes.

Como o acordo não foi selado e assinado, o presidente do sindicato Carlos Alberto Tenore, não descarta a possibilidade de se deflagrar a greve. “O sindicato seguiu todos os trâmites e prazos legais, fazendo tudo em conformidade com o que está previsto na lei”, disse. “Fizemos a proposta, a empresa achou alta e fez a contraproposta que não foi aceita. Agora nessa reunião recente temos uma terceira alternativa para ser avaliada. A decisão final será dos funcionários”, disse o sindicalista.

Vale lembrar que, atualmente, a Duratex conta com, aproximadamente, 850 funcionários registrados, entre os que trabalham em turnos de revezamento e administrativo, sendo que alguns setores da empresa são terceirizados como o refeitório e a portaria.