Dedo na ferida – “E lá vamos nós”….

{n}Excesso de advogados{/n}

O número de advogados que militam em Botucatu é, realmente, muito grande. Com seus aproximados 120 mil habitantes a cidade conta, atualmente, com 704 advogados inscritos na OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – Subsecção de Botucatu. Ou seja, um advogado para cada grupo de 198 cidadãos. Diferente da proporcionalidade de muitas cidades do interior paulista, como Taguaí, por exemplo, que tem nove mil habitantes e apenas sete advogados. No estado de São Paulo existem 236 mil advogados.

Sobre essa estatística, um famoso advogado muito conhecido na cidade saiu-se com esta: “Temos um número de advogados muito acima do que a cidade precisa, o que gera muita concorrência. Antes, a gente tinha muito mais tranquilidade para trabalhar. Hoje em dia, tem escritório colocando advogados em início de carreira cercando clientes na calçada. Assim fica difícil de trabalhar”.

{n}Sistema 0800 é sacanagem{/n}

O sistema telefônico 0800 é cômico, se não fosse trágico. É mais um dos absurdos desse nosso Brasil. Ligar para o 0800 é fácil. O difícil é alguém do outro lado da linha atender. Quando o cidadão tem a grande sorte de ser atendido, passa por um novo dissabor. A telefonista passa a exigir o número de tudo que é tipo de documento, endereço, profissão, enfim só falta perguntar qual é sua preferência sexual.

Depois de “conhecer a dúvida”, ela passa o telefone para outra telefonista que reinicia a bateria de perguntas antes de encaminhar o telefone para outra pessoa. E esta passa para outra. E assim vai… Isso quando não oferece outro número de telefone 0800, que não atende nunca. E o cidadão do outro lado da linha, depois de passar seus dados para sei lá quantas pessoas, acaba desistindo e, resignado, desliga. Pura sacanagem!

{n}O preço da fama{/n}

Não posso dizer que todos os políticos são corruptos, ladrões, estelionatários, quadrilheiros e tantos e tantos outros adjetivos que se encaixariam perfeitamente no perfil de muitos Mas, acredito piamente que vai chegar o dia em que a população brasileira vai estar tão saturada das safadezas que eles não vão poder sair ? s ruas, sem o risco de serem execrados. O pior é que isso vai respingar na família, que vai perder a paz. É como um policial que mora em favela e tem que sair de bermuda, com a farda escondida numa sacola para não sofrer represálias. A diferença é que o policial trabalha.

Então, eles vão acabar perdendo a paz e tirar a paz da sua família. E vou mais longe! Não duvido que um dia o político terá que esconder que é político, para não sofrer nenhum tipo de constrangimento na rua. E a maioria deles mereceria (mesmo) esse tratamento. E haja ovo! De avestruz!

{n}Filas continuam{/n}

O problema de filas em bancos está longe de um final feliz. Embora exista um Projeto de Lei aprovado pela Câmara Municipal, de autoria do ex-vereador Luiz Carlos Rúbio (PT), em gestões anteriores determinando que o tempo de espera não ultrapasse aos 20 minutos, o descaso com o público ainda é latente. Os bancos não estão nem aí para cumprir o que determina a lei.

Por isso, se você precisar se deslocar até a um banco da cidade para resolver seus assuntos pessoais, pode ir preparado para a espera. Leve um jornal ou uma revista de palavras cruzadas para passar o tempo, pois a espera pode passar de uma hora. E reze para não precisar ir ao banheiro.

{n}Aberração arquitetônica{/n}

Gostaria que alguém me explicasse se está havendo cobrança sobre aquela verdadeira aberração arquitetônica no centro de Botucatu. Estamos falando do prédio inacabado na Rua Amando de Barros, o “elefante branco”, que um dia seria um shopping center. Entra governo e saí governo, aquela “coisa” permanece lá, intacta, disforme, como um nefasto cartão postal da cidade. Custa acreditar que aquilo está há mais de dez anos sem solução.

E já que tocamos no assunto, por onde será anda Kim Young Shoe, o coreano que passeava pelas ruas principais de Botucatu e era tratado como um empresário da mais alta estirpe? O mesmo que iria trazer para Botucatu o tão sonhado shopping center? Esse cidadão, que simplesmente desapareceu, conseguiu iludir alguns comerciantes da cidade vendendo espaço no tal shopping. Esse sim é um verdadeiro vendedor de ilusões.

{n}Transporte monopolizado{/n}

Uma coisa que sempre chama a atenção e sempre gera discussão na cidade, é relacionada a EAOB – Empresa Auto Ônibus Botucatu. Entra governo, sai governo o empresário Roger Mansur Teixeira continua monopolizando o transporte coletivo urbano em Botucatu. Já se chegou, inclusive, a cogitar, que o empresário “mandava” mais que o prefeito e tinha vários vereadores da Câmara em suas mãos.

Ele desdenhou esse fato em uma entrevista concedida ao repórter Carlos Pessoa, no jornal Diário da Serra. “Isso é folclore”, disse o empresário, na ocasião. O prefeito era Pedro Losi Neto, que administrou a cidade no quatriênio 1996/2000. Nos dois governos de Mário Ielo (2001 a 2008) ele continuou explorando sozinho o transporte coletivo.

{n}Transporte monopolizado II{/n}

Ainda sobre a EAOB, nunca é demais lembrar que em Botucatu, levando-se em conta o número de habitantes, se paga uma das mais altas tarifas do Brasil. Eu disse do Brasil. Além disso, são constantes as reclamações de atrasos em diferentes linhas; ônibus trafegando em alta velocidade, motoristas deselegantes, entre outras coisas.

Nos programas de rádios locais, sem exceção, basta tocar no assunto do transporte coletivo para que as linhas telefônicas fiquem congestionadas. São dezenas de munícipes querendo manifestar seu desagravo com os serviços prestados pela empresa. Raríssimos são os elogios.

Então, ou a EAOB não cumpre com o papel que lhe cabe ou está sendo injustiçada por aquelas pessoas que se servem do transporte e estão reclamando de barriga cheia. Pessoalmente, fico com a primeira hipótese.

{n}Descaso no INSS{/n}

Não existe um órgão público que mereça uma fiscalização maior do que INSS – Instituto Nacional de Previdência Social, de Botucatu. Na minha concepção o atendimento prestado ao público é de péssima qualidade. Não sei se outras agências também aplicam este tipo de tratamento ? municipalidade. O que podemos dizer é que o atendimento prestado em Botucatu, em setores estratégicos, deixa muito a desejar.

Existe uma falta de respeito muito grande onde se dá entrada na aposentadoria e na perícia médica. Esses dois departamentos atendem o público como se estivessem fazendo uma penosa obrigação. Tem atendente que um sorriso só lhe é tirado a fórceps.

Não foram poucos os casos em que pessoas que se sentiram mal atendidas ou prejudicadas, se rebelaram. E a maioria das pessoas que procuram o INSS é idosa e que merecia um tratamento mais humano. Porém, nossos idosos encontram sérias dificuldades para conseguir o benefício da aposentadoria, que é um legítimo direito de todo cidadão.

{n}Descaso no INSS II{/n}

O calvário de quem busca a aposentadoria começa quando a pessoa entra com a documentação. A lista é feita e o contribuinte sai da agência para providenciar o que lhe foi pedido. Passa um tempo ele retorna com os documentos, mas recebe a informação de que (a documentação) não estava completa.

E sempre que retorna é atendido por um funcionário diferente e ele tem que prestar explicações, como se estivesse ali pela primeira vez. E olha que hoje todo o sistema é informatizado. A cada retorno sempre falta um documento e o cidadão, resignado, vai atrás do que está faltando. Muitas vezes são várias idas e vindas em busca de algum documento faltante. Sempre falta alguma coisa. Cebolas! Porque fazer do munícipe um iô-iô?

{n}Descaso do INSS III{/n}

E não para por aí. São nas perícias onde acontecem os maiores dissabores e constrangimentos para com o cidadão. Aqui vamos deixar claro que nem todos os médicos peritos são iguais. No INSS existem aqueles que acreditam em doença e no atestado que um médico especialista realiza.

Entretanto, há também, os que acreditam que doença, seja ela qual for, não passa de um detalhe e ignoram a prescrição de um especialista. Há médicos peritos ortopedistas que (pasmem os senhores) entendem que a LER – Lesões por Esforços Repetitivos, não existe, muito menos impede alguém de ficar afastado do trabalho. É mole? Coma palavra a Ouvidoria.

{n}OBS: A contestação é livre e democrática{/n}

quicocuter@hotmail.com