Conselho das Mulheres inicia ativismo contra a violência

De acordo com a presidente do conselho, Isabel Rossi Conte, a campanha é realizada por meio de ações de mobilização, palestras, debates, eventos e encontros

 

O Conselho Municipal de Políticas Públicas Para as Mulheres de Botucatu inicia nessa quarta-feira (25) – Dia Internacional da Não-Violência contra Mulheres-, os 16 dias de ativismo deste ano no município. As atividades incluem apresentação teatral, exposição fotográfica, caminhada, rodadas de entrevistas, rodas de conversas com estudantes, e a participação na Tribuna livre da Câmara Municipal. 

De acordo com a presidente do conselho, Isabel Rossi Conte, a campanha é realizada por meio de ações de mobilização, palestras, debates, eventos e encontros. “O objetivo é promover uma discussão sobre os prejuízos da violência contra as mulheres, envolvendo os gêneros feminino e masculino, apontando responsabilidades e atitudes para abolir este tipo de agressão”, explica.

 

Programação

25 de novembro – Teatro no Sarad, às 14 horas.

25/11 à 10/12 – Exposição Por trás do Silêncio no CREAS e nos CRAS

25/11 a 10/12 – Rodas de conversas com estudantes, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da OAB.

30 de novembro – Tribuna livre da Câmara Municipal, às 19horas.

5 de dezembro – Caminhada na Rua Amando de Barros. Concentração às 9 horas, na Praça do Bosque.

 

O dia

O dia 25 de novembro foi declarado Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, no Primeiro Encontro Feminista da América Latina e Caribe realizado na cidade de Bogotá em 1981, como justa homenagem a “Las Mariposas, codinome utilizado em atividades clandestinas pelas irmãs Mirabal, heroínas da República Dominicana brutalmente assassinadas em 25 de novembro de 1960.

Minerva, Pátria e Maria Tereza ousaram se opor à ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, uma das mais violentas da América Latina. Por tal atitude, foram perseguidas e presas juntamente com seus maridos. Como plano para assassiná-las, uma vez que provocaram grande comoção popular enquanto estavam presas, o ditador acabou por libertá-las, para em seguida simular um acidente automobilístico matando-as quando iam visitar seus maridos no cárcere. Seus corpos foram encontrados no fundo de um precipício estranguladas e com ossos quebrados.

A notícia do assassinato escandalizou e comoveu a Nação. Suas idéias, porém, não morreram. Seis meses mais tarde, em 30 de maio de 1961, Trujillo é assassinado e com ele cai a ditadura. Inicia-se, então, o processo de libertação do povo dominicano e de respeito aos direitos humanos, como quiseram Pátria, Minerva e Maria Tereza, cuja memória converteu-se em símbolo de dignidade, transcendendo os limites da República Dominicana para a América Latina e o mundo.