Congresso Nacional está “recheado” de denúncias de corrupção

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Definitivamente, os novos mandatários do Congresso Nacional Brasileiro que agrega o Senado da República e a Câmara dos Deputados, não podem ser considerados exemplos de honestidade para a nação. Denunciado há 11 dias pela Procuradoria-Geral da República por três crimes, o novo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não está sozinho. Mais da metade dos 11 recém-eleitos integrantes da Mesa Diretora da Casa está na mira do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de Renan, também estão na lista de investigados os dois novos vice-presidentes, Jorge Viana (PT-AC) e Romero Jucá (PMDB-RR), o 1º secretário, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), e os suplentes da Mesa Jayme Campos (DEM-MT) e Magno Malta (PR-ES). Isso em falar de alguns senadores de oposição que foram chamados de “trairas” porque mudaram o voto, não seguindo a orientação da bancada a que pertencem. O adversário de Renan Calheiros, senador Pedro Taques (PDT), dava como certa sua derrota, mas tinha 24 votos apalavrados. Entretanto, na contagem dos votos teve apenas 18. Como a votação é secreta ficou a especulação de quem votou em quem.

A situação dos políticos que estão envolvidos em denúncias de corrupção não fica restrita ? Mesa do Senado. Na Câmara quatro deputados federais eleitos para os cargos diretivos também respondem a inquérito ou ação penal no Supremo, entre eles o presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Ou seja, mais de um terço dos integrantes do novo comando do Congresso Nacional terá de conciliar as atividades do mandato com as explicações devidas ? Justiça.

Mesmo não tendo pendência na mais alta corte do país, Henrique Alves responde a processo por enriquecimento ilícito numa ação de improbidade administrativa que tramita na 16ª Vara Federal em Brasília. Em outro caso, ele tenta reverter uma condenação imposta em primeira instância, que, em 2011, suspendeu seus direitos políticos.

A lista de denúncias contra esses parlamentares envolvem crimes eleitorais, contra a ordem tributária, a Lei de Licitações e o meio ambiente, até tráfico de influência, falsificação de documento e desvio de verba pública. Além do poder de influenciar diretamente os rumos do Parlamento, os integrantes das Mesas têm sob seu controle duas poderosas máquinas administrativas, cujo orçamento total deve beirar os R$ 9 bilhões este ano.

O agravante maior é que, aproximadamente, 70% dos 594 parlamentares do Congresso Nacional, somados os 81 do Senado e 513 da Câmara dos Deputados, são acusados de crimes de corrupção. Com isso chega-se ao expressivo número de 415 parlamentares que estão sob investigação.