Congresso de Iniciação Científica da Unesp tem início

Teve início nesta segunda-feira, 10 de setembro, na Faculdade de Medicina de Botucatu, a primeira fase do 24ª Congresso de Iniciação Científica da Unesp. A cerimônia de abertura contou com a presença dos presidentes das comissões permanentes de pesquisa, diretores e vices das quatro unidades locais.

A diretora da FMB, professora Silvana Artioli Schellini abriu os trabalhos salientando que todos os alunos envolvidos com iniciação científica possuem um diferencial. Ela incentivou que os estudantes sigam nesse caminho e produzam pesquisas a partir da graduação. “Aqueles que têm a oportunidade de vivenciar a pesquisa desde a graduação, podem, ao chegarem na pós-graduação, iniciar de imediato um doutorado”, frisou.

A gestora lembrou que na iniciação científica o aluno aprende a fazer uma boa revisão bibliográfica e a utilizar metodologia correta para responder a pergunta de seu projeto. Também passa a entender a importância de se trabalhar com ética e por fim consegue comparar os seus resultados com aquilo que está na literatura.

“Eventos como esse congresso mostram quanto é fundamental a integração entre os cursos oferecidos pela universidade. Os estudantes podem trocar ideias e crescem em conjunto”, observou.

Mais de 320 trabalhos devem ser expostos durante o evento, que segue até terça-feira, 11 de setembro. Será oportunidade para atualização de conhecimento nas áreas de pesquisa e ensino. A Iniciação Científica tem é uma modalidade de pesquisa desenvolvida por alunos da graduação acompanhados de um professor orientador. Tal atividade recebe apoios governamentais ou de instituições de fomento.

Amanhã, 11 de setembro, o evento tem início ? s 14 horas com as apresentações dos trabalhos. Para estimular o empreendedorismo dos alunos e a relação com a pesquisa, haverá, a partir das 18h30, palestra com o gerente do Sebrae-Regional de Piracicaba, Paulo Sérgio Cereda.

O encerramento e premiação dos melhores trabalhos ocorrem a partir das 19h30 no Salão Nobre da FMB. Toda a programação do evento pode ser conferida pelo site www.inscricoes.fmb.unesp.br.

O evento é uma realização conjunta entre as unidades da Unesp em Botucatu: Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA); Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB); Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) e o Instituto de Biociências.

{n}“A evolução da pesquisa”{/n}

A assessora da Pró-Reitoria de Pesquisa, Maysa Furlan, ministrou a palestra “A evolução da pesquisa na Unesp nos últimos tempos”, onde foram abordados aspectos gerais da pesquisa da universidade. Maysa começou salientando importantes faces da ciência que significam aumento de competitividade em relação a trabalhos e produtos com qualidade cada vez maior; a busca da cura dos seres vivos; a criação de oportunidades de tornar o pobre mais rico e a busca por uma humanidade mais sábia.

“Muitas vezes, na Ciência, não vemos resultados imediatamente, mas se prestarmos atenção ela estará presente em todo o decorrer de nossa vida”, declarou Furlan.

Para a assessora, a ciência está sempre baseada em ideias e a força motriz de qualquer projeto científico deve ser constituída por “paixão e curiosidade”. O ideal é que o pesquisador escolha sempre estudar um tema que lhe desperte a paixão, a fim de que siga incansavelmente seu trabalho, e a curiosidade para sempre ir em frente com a busca de novas respostas e opiniões.

A ciência básica é essencial para produção de conhecimento e inovação em todas as áreas. “É através dela (da ciência) que se encontram soluções para diferentes problemas que irão beneficiar as gerações futuras”, comenta Maysa Furlan.

Um ponto de grande importância para todos que se envolvem e produzem pesquisa científica é a divulgação. No entanto, a assessora da Pró-Reitoria de Pesquisa da Unesp ressalta que atualmente a preocupação deve ser também se, após publicado, o trabalho será lido e citado. “O índice de citação de nossos artigos tem diminuído, o que significa a necessidade de aumentar a cooperação internacional”, frisa Maysa. Segundo ela, é através dessa cooperação que mais facilmente dá-se visibilidade a produção científica. “Hoje a ciência não tem fronteiras, ela está globalizada, é preciso colaborar com o mundo”.

Retratando o cenário nacional, Furlan destaca que o Brasil representa 2,7% de toda a produção científica mundial. “Isso é bom. Mas não se reflete na aplicação dessa nova ciência, uma vez que nosso número de criação de patentes de produtos é muito baixo. Por isso, devemos investir ainda mais na ciência aplicada”, destaca.

Através do seu Programa de Desenvolvimento Institucional (PDI), a Unesp busca tornar-se uma universidade de classe mundial, o que significa a busca por excelência em educação, abundância de recursos, ampliação do corpo docente e ações de empreendedorismo.

Entre as universidade jovens – com menos de 50 anos – a Unesp já se destacou, ao lado da Unicamp, como as únicas brasileiras presentes no ranking. “A produção científica da Unesp tem crescido nos últimos 3 anos de forma sólida e é isso que queremos manter para atingir nossa excelência institucional”, conclui Maysa Furlan.

Fonte: Leandro Rocha e Sérgio Viana
Assessoria de Comunicação e Imprensa da FMB