Cirurgião de Botucatu apresenta trabalhos nos Estados Unidos

O médico e professor da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) Fausto Viterbo participou, entre os dias 9 e 15 de janeiro, na cidade de Naples, Flórida, EUA, do AAHS – ASPN – ASRM 2013 ANNUAL MEETINGS. Foi um encontro anual das sociedades americanas de Cirurgia de Mão, Cirurgia de Nervo Periférico e Microcirurgia Reconstrutiva.

No evento, Viterbo apresentou três trabalhos: “End-to-Side Neurorraphy Versus End-to-End Neurorraphy at the Peroneal Nerve in Rats: the Same Amazing Result”; “Orthodromic Temporalis Flap and End-to-Side Cross Face Nerve Grafts for Facial Reanimation”e “Electrical Stimulation Improve Muscle and Nerve Regeneration after End-to-Side Neurorraphy of the Fibular Nerve in Rats”.

As pesquisas abordam técnicas amplamente estudadas pelo especialista e que chamam a atenção de cientistas de várias partes do mundo nos congressos em que são apresentadas. Entre os trabalhos está a comparação da Neurorrafia Término-Lateral com a Neurorrafia Término-terminal no nervo fibular. O estudo foi feito em ratos e a conclusão é de que os resultados obtidos com ambas as técnicas é equivalente, o que oferece uma nova alternativa para a recuperação de lesões graves.

A neurorrafia término-lateral (NTL) representou grande avanço na área de microcirurgia de nervos periféricos. Porém, acredita-se que a mesma não substitua a neurorrafia término-terminal (NTT). Os resultados indicam não haver diferença funcional e morfométrica entre os grupos de NTT e NTL.

Na cirurgia de nervos convencional são feitos enxertos a partir de terminações nervosas, o que é chamado de neurorrafia término-terminal. Esse procedimento prevê cortes em nervos sadios. Já a Neurorrafia término-lateral”, que foi tema da tese de doutorado de Viterbo, defendida em 1992 e orientada pelo professor emérito da FMB, José Carlos de Souza Trindade, permite que nervos seccionados por uma lesão ou doença sejam ligados lateralmente a outro nervo (doador), e com isso, recuperem a sensibilidade e o movimento em alguns casos.

{n}Estimulação elétrica{/n}

Outro trabalho apresentado nos EUA foi sobre “Efeito da estimulação elétrica do músculo tibial cranial após neurorrafia látero-términal do nervo fibular em ratos”. A pesquisa demonstrou que por meio de choques de baixa intensidade é possível não apenas recuperar músculos, mas também aumentar a velocidade da regeneração de nervos periféricos lesionados.

Essa foi a dissertação de mestrado do aluno Fábio Oliveira Maciel, do Programa de Pós-Graduação em Bases Gerais da Cirurgia da FMB, do qual Virterbo foi orientador e que rendeu-lhe o Prêmio Evaldo D’Assumpção 2012, no Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica.