Chefe escoteiro está em atividade há 30 anos

Fundado por Lord Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907, o Escotismo é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na promessa e na lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

Em Botucatu está em atividade há 30 anos no Grupo dos Escoteiros Padre Anchieta (GEPA), o chefe Waldimir L. Rios Júnior, que tem como formação profissional a de técnico em comunicação áudio visual. Por suas mãos passaram muitas pessoas que hoje ocupam lugar de destaque na sociedade botucatuense e que fizeram parte do grupo recebendo suas orientações.

Em entrevista ao Acontece Waldimir L. Rios Jr. que fala sobre sua experiência de muitos anos no escotismo e sua participação para consolidar o GEPA e mantê-lo em atividade todos esses anos, como um dos mais atuantes grupos do interior paulista.

{n}Acontece Botucatu – Antes de entrarmos no escotismo, propriamente dito, gostaríamos de saber que atividades, Rios, você desenvolve em Botucatu. Enfim, quem é Waldimir L. Rios Jr.?
Waldimir L. Rios Jr.{/n} – Sou nascido na cidade de São Carlos, mas foi em Rio Claro no Grupo de Escoteiros de Santa Cruz em 1972, onde tive contato com o movimento escoteiro. Resido em Botucatu desde 1976, cidade que adotei como minha. Hoje sou ilustre aposentado, porém não deixo de trabalhar como free-lancer, como comunicador visual. Sou pai de três filhos, tenho uma enteada do meu segundo casamento, pois do primeiro fiquei viúvo. Sou avô de uma neta e um neto filhos de minha enteada e serei avô no mês de julho de mais uma neta, filha de um dos meus filhos. Além do Escotismo já desempenhei diversos trabalhos voluntários: carnavalesco das escolas de samba Dragões da Vila e Camisa Verde e Branco, Doutor do Bom Humor na pediatria da UNESP, para escotismo na escola Joana D`Angelis, membro da diretoria das academias de judô: Sugizaki e Argeu.

{n}Acontece – Quantos escoteiros temos em Botucatu e qual média da faixa etária dos componentes do grupo?
Rios –{/n} Hoje o Gepa-27 conta com 64 membros entre Lobinhos, Escoteiros e Sêniores. Temos uma lista de espera de 15 interessados.

{n}Acontece – Como e quando você entrou para o Escotismo? E mais: o que é ser escoteiro?
Rios –{/n} Como já fiz menção anteriormente, entrei no Movimento Escoteiro em Rio Claro no Grupo Escoteiro Santa Cruz em 1972, e foi através de um convite de um amigo, e estou até hoje.
Quanto o que é ser escoteiro? – Ser escoteiro é uma opção de vida, onde se encara desafios de maneira responsável com outros; faz atividades aventureiras; explora, acampa, aprecia a vida ao ar livre; investiga, aprende, cresce; conhece pessoas diferentes e lugares distantes; ajuda pessoas; realiza coisas importantes para a comunidade; aprende coisas diferentes; deseja se superar e ser melhor a cada dia e comprometer-se com um estilo de vida…

{n}Acontece – Com qual idade pode ser feita a inclusão e o que é ensinado no escotismo?
Rios {/n}– A idade inicial é no ramo Lobinho, a partir dos 6 anos e meio. Cada ramo tem um enfoque diferente quanto ? forma de ensinar: O Lobinho de 6 anos e meio até os 11 anos tem como fundo de cena a fantasia, que é enfocada no livro de Rudiard Kipling, ou seja Mowgli o menino lobo. O ramo Escoteiro contempla a idade dos 11 anos aos 15 anos, o fundo de cena é a aventura; no ramo Sênior que vai dos 15 aos 18 anos o enfoque é o desafio, porém todos eles levam a construção de bons cidadãos.

{n}Acontece – Hoje muitas pessoas que fizeram o escotismo são personalidade que ocupam um lugar de destaque na vida social de Botucatu e muitos valores foram ensinados por você. Qual é a sensação que isso lhe causa?
Rios{/n} – A satisfação de ter cumprido com o meu dever.

{n}Acontece – Especificamente, o que faz o escoteiro chefe, desde quando você responde por esta função e o que o levou a esta posição?
Rios{/n} – O chefe escoteiro é um educador! Estou nesta função desde 1972 e o que me levou a ser um chefe escoteiro foi saber que poderia contribuir com a formação de crianças e jovens com o objetivo de um mundo melhor.

{n}Acontece – No seu modo de entender, o escotismo continua relevante hoje em dia?
Rios {/n}– Sim! Apesar de termos ainda muitas pessoas que acham que Escotismo é recreação, andar no mato e fazer nós. Escotismo é uma forma de educação não formal, importante paras as crianças e jovens de hoje, que se limitam na maioria deles nas telas de computadores, celulares e TVs.

{n}Acontece – Como você separa as atribuições de sua vida profissional com as de chefe dos escoteiros?
Rios{/n} – Hoje, estando aposentado não é difícil, mas outrora, eu tinha que me programar e saber que ser chefe foi uma escolha minha, e assim sendo teria que me dedicar, pois ser chefe vai além das horas de atividades no grupo.

{n}Acontece – Para finalizar, Rios, qual o conselho que você daria para um jovem que queira entrar para o escotismo?
Rios {/n}– Quem não venha para o movimento por falta de outras opções, que venha porque é sua opção.