Casas na Vila Assunção correm risco de desabamento

Foi retirada uma grande quantidade de terra e o nível do terreno ficou muito abaixo do nível da rua  e a água não tem por onde escoar e, com isso, até as máquinas que estavam trabalhando no local foram danificadas pela lama

 

A construção de prédios de apartamentos em um terreno no cruzamento da Rua Emilio Cani com a Avenida Mário Rodrigues Torres, na Vila Assunção, está tirando o sono dos moradores vizinhos. Isso porque o trabalho de fundação que vem sendo feito naquela área para fixar o alicerce e erguer o prédio, assim como a retirada de terra,  comprometeu as estruturas das casas que correm o risco de desabar.

As fortes chuvas dos últimos dias agravaram ainda mais a situação e toda a área foi inundada, já que foi retirada uma grande quantidade de terra e o nível do terreno ficou muito abaixo do nível da rua  e a água não tem por onde escoar.  Com isso, até as máquinas que estavam trabalhando no local foram afetadas e cobertas pela lama.

Um dos moradores chamado Danilo foi orientado a sair do local, já que a situação de sua casa estava crítica e na eminência de desabar.  De acordo com o coordenador de Defesa Civil do Município, Paulo Renato da Silva, a casa em questão está condenada e deverá ser demolida. Outras sete casas também estão sendo avaliadas pelo setor de engenharia da Prefeitura Municipal.

“Estamos cientes do problema e uma das casas teve que ser interditada por estar com as estruturar comprometidas. Neste caso não há nada que se possa fazer a não ser a demolição, mas a família está recebendo toda a assistência necessária e será ressarcida”, disse Silva. “As demais casas que circundam aquela área estão sendo avaliadas, criteriosamente”,  acrescentou.

Ele revelou que o proprietário desse empreendimento habitacional, que mora em São Paulo e se chama William, esteve em Botucatu para acompanhar o problema de perto. “Estivemos conversando e o empresário se comprometeu a ressarcir o prejuízo de todos que forem afetados com o trabalho de fundação que está sendo feito no local. Por isso um laudo técnico deverá ser apresentado pelo nosso setor de engenharia”, colocou o coordenador.