Casarão antigo desaba na região central da cidade

Eram, aproximadamente, 13 horas desta quinta-feira (9), quando um casarão que fica na Rua João Passos, nº 1155, região central da cidade, veio a desabar. O local apresenta um dos maiores fluxos de veículos da cidade e o barulho da casa caindo foi ouvido a muitos metros de distância. No momento do desabamento dezenas de pessoas que estavam na Praça Carlos Gomes, também conhecida como Largo da Igreja São Benedito, presenciaram a queda.

Esse casarão abandonado há, pelo menos, quatro anos, já foi um local de encontro de amigos, quando ali funcionava o Lilico´s Bar, estabelecimento comercial bastante concorrido até os anos 80, pois além da freguesia habitual, atendia pessoas de diferentes bairros da cidade que vinham até a Igreja São Benedito, onde no piso inferior, funcionava o velório da cidade.

“Foi um susto muito grande. Eu estava comprando uma revista quando ouvi o barulho, mas não sabia o que havia acontecido. Pensei que fosse uma batida de carro. Somente quando vi pessoas correndo até a casa que percebi que ela havia caído”, disse o estudante Samuel Galhardo Sobrinho, que acionou o Corpo de Bombeiros, pois ninguém sabia se havia alguém soterrado entre os escombros.

Com a chegada dos bombeiros, realizado uma varredura minuciosa no local e constatado que a casa estava vazia. Também esteve no local a Defesa Civil do Município que fez o isolamento da área. “Nossa preocupação era saber se havia alguém na casa, pois os imóveis que são abandonados, geralmente, acabam sendo usados por andarilhos ou por pessoas que fazem uso de entorpecentes e sexo. Agora vamos acionar o dono deste imóvel”, frisou Chavari. “Tudo indica que o desabamento foi ocasionado pelas chuvas que caíram na cidade nesses últimos dias”, emendou o coordenador da Defesa Civil.

O casarão ficava entre a residência do advogado Sebastião de Figueiredo Torres e a do industriário Dirceu Bernardo de Oliveira, que teve a estrutura do seu imóvel comprometida. Salienta que são construções antigas, que se interligam. “Quando a casa desabou, “puxou” a minha também causando trincas. Em um dos quartos chegou a “rasgar” o forro de madeira e passou a chover dentro de casa. Foi feito uma cobertura provisória de lona, mas não pode ficar assim. Por isso acionei a seguradora para ver o que pode ser feito”, frisou Oliveira. “O mais importante é que não houve feridos”, completou.

{n}Fotos: Valéria Cuter

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