CAMIM realiza almoço de Natal para pessoas carentes

Fotos: Valéria Cuter

A direção do Centro de Atendimento ao Migrante e Itinerante e Mendicância (CAMIM) antigo Albergue Noturno de Botucatu, que funciona na Avenida Paula Vieira, região da Vila Ema, realizou nesta quinta-feira (20) um almoço especial de Natal para pessoas da Cidade que frequentam, regularmente, a entidade, assim como para aqueles são de outros municípios ou estados e estão apenas de passagem.

“É uma maneira de desejar a todos um feliz Natal com esse almoço de confraternização a essas pessoas que muitas vezes ficam ? margem da sociedade”, disse a encarregada de referência dos serviços do CAMIM, Neide Aparecida Zonta, que é assistente social.

Ela enfoca que passam pela entidade pessoas que trazem os mais variados problemas e visitam a cidade para serem atendidas no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), pela Unesp, ou mesmo procurando parentes. Como não têm recursos são assistidas por um ou dois dias e depois vão embora. E, conforme o caso são fornecidas passagens para que cheguem aos seus locais de origem.

O Centro que tem na coordenação a assistente social Irani Branco Lourenço, que está no projeto há 17 anos, atende, em média 20 pessoas por dia, ou 600 ao mês, de diferentes faixas etárias. Só não aloja as com menos de 18 anos, a não ser que estejam com os pais. Para os que passam de 60 anos é procurado uma vaga no asilo. Com isso, a entidade tem uma faixa etária flutuante que varia de 18 a 59 anos de idade, tirando aquele pensamento de que só as pessoas idosas que vivem na rua buscam o CAMIM.

Muitas pessoas saem dos seus estados em busca de uma vida melhor em São Paulo e acabam se espalhando pelo interior, chegando até Botucatu. “O problema é que a maioria não tem qualificação, não consegue emprego, passa a morar na rua e busca ajuda. Aqui recebem atendimento, são alimentados e tomam banho. Alguns ficam algumas horas enquanto outros passam dias, até que retornem para suas cidades ou estados de origem”, comenta a assistente social. “Cada pessoa que passa por aqui tem uma história de vida diferente. Por isso, cada caso é tratado isoladamente”, emenda.