Botucatuenses vão ? Índia aperfeiçoar ciência da cura

Um grupo de botucatuenses formado por 13 profissionais de diversas áreas, realizaram uma viagem para o sul da Índia, passando por cidades e conhecendo culturas para realizar um retiro espiritual, onde dentre outras coisas, aprimoraram os conhecimentos sobre? “Ayurveda para Vida”, arte de saúde corpo – mente – espírito que tem sido praticada na Índia por mais de 7000 anos.

“A Índia é uma terra de tradições muito diferentes das nossas. O contato maior foi com monges industriais que se alimentam somente de vegetais e grãos, pessoas encantadoras que proporcionaram momentos que jamais esqueceremos pela fé, simplicidade, bondade e sabedoria”, conta a psicóloga Eliete Trombini.

Ele realça que o povo indiano com suas culturas e práticas muito diferentes, faz com que se pense no egoísmo, no consumismo e na dificuldade de perdoar. “Eles respeitam as diferenças religiosas e querem unir respeitando as tradições de cada um”, diz Trombini,? salientando que “a comida é deliciosa e muito diferente e não se consomem carnes em algumas regiões, mas em hotéis e feiras livres é vendida para pessoas de denominação religiosa cristã e muçulmana”.

Destaca que foi na Índia onde nasceu a Ayurveda nome dado ao conhecimento médico que faz dela um dos mais antigos sistemas medicinais da humanidade. Ayurveda significa “Ciência da Vida” e continua a ser a medicina oficial na Índia e têm-se difundido por todo o mundo como uma técnica eficaz de medicina tradicional. No Brasil é praticada principalmente por psicólogos e fisioterapeutas.

Eliete ressalta que pela sua abordagem holística na cura e pela sua eficácia em remover as tensões, aumentar a energia e resistência imunológica, e proporcionar paz interior,? a terapia ensina que uma combinação de padrões de energia cria a constituição individual que influencia todos os aspectos da vida.

“Hoje as crescentes tensões diárias perturbam o equilíbrio de nossa constituição natural, debilitando o corpo e a mente. A Ayurveda nos ajuda a restaurar esse equilíbrio, aumentando nossa vitalidade e flexibilidade para lidarmos com os desafios da vida”, explica a psicóloga.

Para a também psicóloga Carol Sasso, a Ayurveda trata o indivíduo, não a doença. “Já a medicina moderna, por sua vez, trabalha apenas no nível da matéria, sem remeter-se ao ser humano consciente, único e complexo, menosprezando o fator mental que é o nível do ser onde realmente se originam a doença e a cura”, enfatiza.

Isso significa, segundo a psicóloga, que quando os praticantes de Ayurveda se deparam com um problema físico, eles observam a pessoa que apresenta aquele problema e não apenas os sintomas propriamente ditos. A Ayurveda, como ciência integral, considera que a doença inicia-se muito antes de chegar ? fase em que ela finalmente pode ser percebida. Assim, pequenos desequilíbrios tendem a aumentar com o passar do tempo, se não forem corrigidos.

“A meta última é eliminar o desequilíbrio físico ou emocional que enfraqueceu a imunidade do corpo e possibilitou que bactérias – que estão presentes até mesmo numa pessoa saudável – afetassem negativamente o corpo”, diz Carol Sasso. “Os tratamentos ayurvédicos ativam a inerente capacidade do próprio corpo de curar-se e equilibrar-se, de acordo com a sua própria natureza”, complementa.