Botucatuense está no maior laboratório nuclear do planeta

Wagner Garcia Pereira, de 28 anos de idade, formado em Licenciatura em Física pela Unesp, Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da USP. Professor de Física e Matemática do SESI em Botucatu e do Noia
Curso pré-universitário, foi um dos 20 brasileiros credenciados para trabalhar na Escola de Física no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), em francês: Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire), o maior laboratório de física de partículas do mundo, localizado na região noroeste de Genebra, na fronteira Franco-Suíça. Este é o primeiro ano em que todos os países de língua portuguesa participam: Brasil, Portugal, Guiné-Bissau, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde.

O convite a Pereira foi feito pelo professor Nilson Marcos Dias Garcia
Secretário para Assuntos de Ensino da Sociedade Brasileira de Física no CERN. Dentre os seus diversos programas mantém um de Educação, destinado a professores de diversos países da Europa, do qual constam visitas ? s suas instalações e laboratórios, além de cursos sobre tópicos de Física, ministrados no idioma dos participantes.

No âmbito deste programa de Educação, desde 2007 o CERN tem mantido em suas instalações uma Escola de Física destinada a professores de escolas secundárias portuguesas, na qual são desenvolvidas aulas sobre Física de Partículas e áreas associadas, sessões experimentais e visitas aos laboratórios do CERN, iniciativa que acontecerá também em 2011.

Como resultado de negociações por parte de pesquisadores brasileiros foi aberta, como uma ampliação da cooperação do CERN com Portugal, a possibilidade da participação de professores brasileiros no programa deste ano, que se iniciou dia 4 e se prolonga até dia 9 de setembro de 2011, ao lado de cerca de 50 professores portugueses do Ensino Médio e também de outros professores africanos.

{n}O que é CERN{/n}

O CERN é um centro europeu de pesquisas voltado ao estudo das partículas, é um dos grandes centros mundiais nesse campo. Foi fundado em 1954 e tornou-se exemplo de colaboração internacional. Inicialmente eram 12 os países participantes, hoje chega a 20 países.
As pesquisas estão voltadas em responder a uma velha questão;
do que é composta a matéria e que forças a mantém unida. Os laboratórios fornecem grandes equipamentos para facilitar as pesquisas. São compostos para acelerar partículas pequeníssimas numa velocidade muito próxima a da luz e detectores que tornam as partículas “visíveis”.

Os experimentos são diferentes daqueles já conhecidos pela história da Ciência. Elaborados e operados por centenas de cientistas, são experiências tão grandes quanto aos edifícios que as abrigam. Elas podem durar alguns meses e, frequentemente, chegar a um ano.
O CERN emprega mais de 3000 pessoas, profissionais de várias áreas, como engenheiros, técnicos, artesãos, administradores, secretárias, operários, entre outros e possui um grupo de trabalho responsável em projetar e construir máquinas complexas e assegurar o seu perfeito funcionamento. Ajudam na realização dos complexos experimentos, na análise e interpretação dos dados e realizam uma variedade de tarefas que vão surgindo segundo as necessidades para que tudo ocorra bem.

Por volta de 6500 cientistas, praticamente metade dos físicos que se dedicam ao estudo das partículas no mundo se dirigem ao CERN para suas pesquisas. Eles representam 500 Universidades e mais de 80 nacionalidades.