Botucatu promove curso de manejo de abelhas

A Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) em parceria com o setor de Apicultura da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, e o Grupo de Vigilância Sanitária Estadual, promoveu no último dia 6 deste mês um curso de manejo de abelhas africanizadas.

Ele é direcionado a agentes sanitários de Botucatu e outros municípios da região como São Manuel, Coronel Macedo, Iaras, Avaré, Itaporanga, Bofete, Pardinho, Pereiras, Porangaba, Itatinga, Torre de Pedra e Itaí. No encontro foi apresentada a experiência de Botucatu no atendimento ? s solicitações de captura de enxames de abelhas africanizadas e a importância destes insetos para o meio ambiente e saúde pública.

“Esperamos que os outros municípios também possam estruturar este trabalho de captura, pois o extermínio dos enxames, em larga escala, promove grande impacto ambiental, uma vez que as abelhas africanizadas são responsáveis pela polinização de 80% das plantas cultivadas no planeta”, diz o supervisor de serviços de saúde ambiental e animal da Secretaria Municipal da Saúde de Botucatu, Valdinei Moraes Campanucci da Silva.

Em 2013, a retirada de enxames de abelhas e vespas liderou o ranking da VAS de Botucatu com 1.040 atendimentos. Deste total, 120 acidentes foram registrados. A maioria casos leves. Nos últimos cinco anos foram registrados três óbitos decorrentes de acidentes com abelhas africanizadas em Botucatu. Dois destes óbitos ocorreram devido ? criação inadequada de abelhas africanizadas em área urbana.

Por este motivo a Vigilância Ambiental, em parceria com o Setor de Apicultura da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu, tem distribuído “caixas-iscas” para capturar enxames de abelhas africanizadas na área urbana do Município. Até o momento foram instaladas 25 destas armadilhas. “Nossa intenção é ampliar a instalação destas armadilhas para evitar possíveis acidentes com abelhas, que normalmente atacam quando se sentem ameaçadas”, argumenta Campanucci.

{n}Como proceder diante de um enxame?{/n}

De acordo com Campanucci, caso se depare com um enxame de abelhas ou vespas, a pessoa deve manter a calma, se afastar do local e acionar a Vigilância Ambiental em Saúde. “O importante é não atearmos fogo ou jogarmos veneno no enxame, pois isso desencadeará um comportamento de defesa das abelhas, atacando, assim, pessoas e animais em um raio de até 300 m²”, alerta.

As abelhas africanizadas podem se abrigar nos forros das edificações, caixas de inspeção, cupinzeiros, ocos de árvores, móveis velhos, entre outros lugares. Quando um enxame está fixado, tais insetos tendem a defender o território atacando pessoas e animais que se aproximam, podendo ocasionar acidentes graves e até a morte. Isso dificilmente ocorre quando tais insetos estão polinizando, ou seja, coletando alimento.

“Em caso de ataque de abelhas devemos promover uma fuga do local o mais rápido possível, protegendo, principalmente, cabeça e pescoço. Para que animais não se tornem vítimas do ataque, não deixemo-los presos ou confinados em canis, gatis ou baias, para que eles também possam escapar.” completa.

Em parceria com o Departamento de Apicultura da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp Botucatu, a VAS realiza a retirada dos enxames que oferecem riscos ? população. Os casos avaliados pela Vigilância, que são de difícil acesso, são encaminhados para o Corpo de Bombeiros (193).

O atendimento da VAS (3813-5055 ou 150) em caso de aparecimento de enxames de abelhas e vespas é de segunda a sexta-feira das 7 ? s 17 horas. Fora do horário comercial, finais de semana e feriados, o cidadão deverá ligar para a Guarda Civil Municipal (199) que acionará o plantão da VAS.