Botucatu lembra Dia do AVC com atividades de prevenção

Segundo a Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization -WSO) a cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, alguém em algum lugar do mundo morre de um acidente vascular cerebral, conhecido como “AVC”.

Isso, no entanto, é mais do que uma estatística de saúde pública por isso a Organização Mundial de AVC está pedindo medidas urgentes para enfrentar a epidemia silenciosa, lançando a campanha “Um em cada seis” na próxima segunda-feira, 29 de outubro, Dia Mundial do AVC.

A intenção da campanha é colocar a luta contra o AVC como tema central da agenda global de saúde. O tema “Um em cada seis” foi escolhido para destacar o fato de que hoje, uma em cada seis pessoas no mundo inteiro terá um AVC durante a sua vida. Todos estão em risco e a situação pode piorar com a complacência e a inércia.

A campanha comemora não apenas o fato de que o AVC pode ser prevenido, mas que os sobreviventes podem se recuperar totalmente e manter sua qualidade de vida com o atendimento e tratamento correto e com o suporte adequado a longo prazo.

O AVC ocorre em qualquer idade e também afeta crianças, incluindo recém-nascidos. Ele é a segunda principal causa de morte no mundo, sendo responsável por cerca de seis milhões de mortes a cada ano. É responsável por mais mortes anualmente do que as atribuídas ? AIDS, tuberculose e malária, juntos três doenças que foram referências de sucesso em campanhas de saúde pública, capturando a atenção da mídia mundial e, consequentemente, convocando líderes mundiais, governos e diversos setores da sociedade civil para agir.

No Brasil o AVC é a primeira causa de morte e incapacidade, com um enorme impacto econômico e social. Sendo assim, a Rede Brasil AVC, Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e Academia Brasileira de Neurologia, juntamente com as Universidades e as secretarias municipais de saúde estão unidos nesta luta com a intenção de realizar uma campanha Nacional de educação e alerta ? população sobre a doença.

A campanha tem o objetivo de reduzir o impacto do AVC agindo em seis desafios básicos sendo eles: conhecer os seus próprios fatores de risco: como hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto; ser fisicamente ativo e exercite-se regularmente; evitar a obesidade, mantendo uma dieta saudável; limitar o consumo de álcool; evitar o fumo do cigarro, e aprender a reconhecer os sinais de alerta de um AVC, porque tempo perdido é cérebro perdido.

Pode ser o início súbito de um AVC os seguintes sintomas: fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo ; confusão, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos) ; alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar e dor de cabeça repentina, intensa, sem causa aparente.

Outro dado importante é observar, checar e anotar a hora em que os primeiros sintomas apareceram. Se houver rapidez no atendimento do AVC, até 4,5 horas do início dos sintomas um medicamento que dissolve o coágulo pode ser dado aos pacientes com AVC isquêmico, o tipo mais comum de AVC, diminuindo a chance de sequelas.

Em Botucatu, a Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Faculdade de Medicina, por meio da Disciplina de Neurologia e Neurocirurgia aderiu a Campanha. Segundo a educadora em saúde pública, Thaís Espernega Santos, este é mais um ano que Botucatu participa da Campanha com diversas ações como a divulgação sobre o assunto na mídia e nas Unidades Básicas de Saúde. “Tudo isso visando levar ? população informações sobre formas combate e prevenção do AVC”, explica.

Ainda de acordo com a educadora em saúde pública, a Faculdade de Medicina, também irá promover atividades científicas para os profissionais de saúde como forma de alertar e gerar uma maior reflexão sobre a importância dessa doença. “A intenção é buscar levantar formas de ações preventivas para melhorar a qualidade de vida de nossa população”, reforça.

Foto: Ilustrativa