Bosque sedia o Dia Nacional do Deficiente Auditivo

No próximo sábado (27) acontece na Praça Comendador Emílio Peduti (Bosque) a comemoração do Dia Nacional do Deficiente Auditivo, com a presença da comunidade surda de Botucatu e região.  Evento acontece das 10 às 15 horas e das 11 às 14 horas, com apresentação teatral dos alunos do professor de Libras Manolo R. Torres que mostrará a dificuldade dos surdos em diversos seguimentos do dia-a-dia como trabalho, escola, trânsito, entre outros.

No Dia Nacional do Deficiente Auditivo, comemorado, oficialmente, dia 26 de setembro,  são relembradas e comemoradas as lutas por melhores condições de bem-estar, dignidade e cidadania para os surdos, bem como é uma chamada à reflexão sobre a inclusão das pessoas com deficiência auditiva na sociedade brasileira, nos questionando se elas estão tendo seus direitos respeitados.

A data foi escolhida em razão de ter sido o dia da inauguração da primeira escola para surdos no Brasil, em 1857. Com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro (atualmente INES — Instituto Nacional de Educação de Surdos), a instituição foi fundada pelo professor francês Ernest Huet, que era surdo.

Também conhecida como surdez, a deficiência auditiva é a perda parcial ou total da capacidade de ouvir, causada por má-formação (causa genética), lesão no ouvido ou nas estruturas que compõem o aparelho auditivo. Deficiência auditiva também é considerada como a diferença existente entre a performance do indivíduo e a habilidade normal para a detecção sonora de acordo com padrões estabelecidos pela Medicina.

É considerado surdo todo o individuo cuja audição não é funcional no dia-a-dia, e considerado parcialmente surdo todo aquele cuja capacidade de ouvir, ainda que deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva. Perdas auditivas acima desses níveis são consideradas casos de surdez total. Quanto mais agudo o grau de deficiência auditiva, maior a dificuldade de aquisição da língua oral.