Bancos e Correios de Botucatu aderiram à greve nacional

Com exceção do Banco do Brasil, as agências bancárias de Botucatu aderiram a greve que foi deflagrada a nível nacional pelos bancários que reivindicam uma reposição salarial de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real. Consta ainda na pauta das reivindicações maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após negociações frustradas com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A proposta patronal que não foi aceita contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representa aumento real de 0,56%, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). A greve nacional dos bancários recebeu adesão de funcionários em 25 Estados e no Distrito Federal.

Por conta da greve a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) lembra que, além das agências bancárias, os consumidores podem realizar suas operações em caixas eletrônicos (179 mil pelo país) e em mais de 165 mil correspondentes não bancários, como casas lotéricas, agências dos correios e redes de supermercados.

Outra opção é fazer uso dos serviços de débito automático para pagamento de contas de consumo (como água, luz e telefone), além de realizar transações por meio de internet, telefone fixo ou celular. Caso o fornecedor não disponibilize outro local de pagamento, o consumidor deve documentar esta tentativa de quitar o débito e registrar uma reclamação junto ao Procon (Serviço de Proteção ao Consumidor).

{n}Greve dos Correios{/n}

Também nesta quarta-feira (28) a agência do Correios em Botucatu aderiu a greve que foi deflagrada há 15 dias a nível nacional. Dentre as exigências dos grevistas estão o reajuste salarial de 7,16%, aumento real de R$ 50 (o que representa um aumento de 13% para mais de 60% dos trabalhadores) e ainda um abono de R$ 800.

De acordo com o presidente do Sindecteb (Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios,Telégrafos e Similares), José Aparecido Gimenes Gandara, a greve continua enquanto a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) não apresentar proposta que atenda às necessidades dos trabalhadores. “A greve é um movimento dos trabalhadores. Os bancários também pararam. Judiciário e metalúrgicos podem parar. Isso demonstra uma insatisfação com o governo”, comentou Gandara.

A greve dos funcionários dos Correios já dura duas semanas e, com isso, as correspondências começam a atrasar. O atraso no recebimento das contas, conforme orientação do Procon pode ser contornado com meios alternativos – internet, fax, telefone – que empresas são obrigadas por lei a oferecer aos consumidores.

Já para quem precisa enviar correspondências ou fazer entregas de objetos, a indicação é que sejam solicitados os serviços de entregas de empresas terceirizadas que prestam serviços similares aos dos Correios. Entre os serviços de entrega, são considerados os mais rápidos os serviços de motoboys e vans express.

Fotos: Valéria Cuter