Bancários entram em greve por tempo indeterminado

Os bancários de 24 estados brasileiros entraram em greve a partir desta quarta-feira (29). Sindicatos da categoria em todo Brasil realizaram assembléias nesta terça-feira (28) e decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado. Os bancários rejeitam a proposta de reajuste salarial dos bancos, equivalente a 4,29%.

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Em Botucatu a adesão foi total, de acordo com o vice-presidente dos Sindicatos dos Bancários de Jaú, Celso Corrêa, que atende a região. Segundo ele, os bancários negociam com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) um reajuste salarial 11%. “Esse percentual é necessário para a recuperação dos salários dos bancários”, frisou Corrêa, adiantando que a greve é por tempo indeterminado.

“Os serviços que necessitam de atendimento individualizado estão suspensos, apenas a compensação de cheques funcionarão normalmente e os usuários vão dispor também dos serviços realizados via internet ou através dos caixas eletrônicos, onde é possível efetuar saques, depósitos e transferências”, comentou o sindicalista.

Ele ressalta que a categoria, com data-base em 1º de setembro, iniciou em agosto a campanha salarial. Além do aumento de 11%, a categoria reivindica PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários, mais R$ 4.000 para cada funcionário, refeição e alimentação no valor de um salário-mínimo (R$ 510,00), piso salarial de R$ 2.157,88, além de previdência complementar para todos os trabalhadores. Os bancários pedem, ainda, piso salarial para escriturários de R$ 2.157,88; para funcionários que trabalham na portaria, de R$ 1.510; de caixa, de R$ 2.913; como 1º comissionado, de R$ 3.641; e como primeiro gerente, de R$ 4.855.

Corrêa adianta que a as providências jurídicas para a paralisação já foram tomadas e os trabalhadores estão assegurados. “Acredito que poderemos sentar numa mesa de negociação para chegar a um acordo. A greve não é interessante para ninguém, mas foi a única maneira dos bancários reivindicarem seus direitos, uma vez que existe uma diferença entre os 4.29% oferecidos pelos bancos e os 11% pleiteados pelo bancários”.

Fotos: Valéria Cuter