Assembleia decide continuidade de greve na Fatec

Nesta segunda-feira (24), em reunião no Auditório do Bloco A da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Botucatu, funcionários, professores e membros do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps), decidiram pela continuidade do movimento de greve até dia 05 de março (quarta-feira) onde haverá uma nova Assembleia Geral para decidir o rumo do movimento.

Alunos e professores estão em greve desta o dia 17, com a finalidade de forçar o governo do estado a implantar o Plano de Carreira, que vem se arrastando desde 2011. “Em todas as unidades há falta de professores e funcionários, os salários são os menores da educação profissional e tecnológica do Brasil e as condições de trabalho deixam muito a desejar”, explicou o professor Sérgio Augusto Rodrigues, um dos líderes do movimento

Ele ressalta que em 2011 foi feito uma greve e, além de algumas conquistas, que não teriam minimizaram as perdas salariais, o governo do estado comprometeu-se a elaborar um novo plano de carreira para a categoria. “Desde então, o Sinteps vem pressionando pela implantação da carreira e muitos atos e manifestações foram realizados em todo o estado”, disse.

A presidente do Sinteps, Silvia Elena de Lima diz que a greve está amparada pela legitimidade e durante todo o ano de 2013, buscou solução amigável, cobrou dos órgãos competentes o envio do projeto ? Assembleia Legislativa e teve o cuidado em documentar as reuniões, que aconteceram, em sua maioria, em atividades de paralisação, com atos públicos e comissão de trabalhadores presentes ? s reuniões.

“Comunicamos com o mínimo de 72 horas de antecedência ao início da greve a decisão das assembleias setoriais ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (Ceeteps), esclarecendo que o movimento é pela aprovação da nossa carreira, sem retirada de direitos. Divulgamos para a imprensa comunicado dirigido ? sociedade, informando o início da greve e as reivindicações da categoria, bem como fizemos esta divulgação no site do sindicato e nas redes sociais para nossos alunos. Assim, a greve está amparada de toda a legitimidade que a categoria merece”, assegurou Silva Lima.