APAPE realiza leilão para reverter à equoterapia

A Associação de Pais e Amigos de Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (APAPE), entidade filantrópica e sem fins lucrativos, estará realizando neste sábado, dia 02 de agosto, à partir das 18 horas no Recinto da Cidade de Pratânia, o leilão de dois muares (cruzamento entre o jumento e a égua) de origem pêga (espécie de jumento)  na faixa dos 25 meses de idade. A arrecadação total será revertida em investimentos na Equoterapia (conceituado método terapêutico) da entidade.


A APAPE contra com um projeto de equoterapia desenvolvido no Rancho São José, que fica há menos de três quilômetros do Distrito de Rubião Júnior, com apoio do Conselho Municipal de Pessoa com Deficiência de Botucatu e Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp).
 

Segundo a instrutora de equitação, Flávia Teixeira, a equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais, empregando o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais.

“O trabalho com cavalos beneficia pessoas que possuem dificuldades de aprendizagem, hiperatividade, dislexia, déficit de atenção e problemas de comportamento, tais como conduta de agressividade ou dificuldade de socialização. Como se trata de pessoas com deficiência é elaborada para elas uma proposta de trabalho diferenciada e voltada à reabilitação, coordenação, equilíbrio e estímulo da autoconfiança”, frisou Teixeira.

A instrutora explica que a andadura do cavalo imprime movimentos tridimensionais, ou seja, em três eixos distintos: para cima e para baixo, para um lado e para outro e para frente e para trás. “São estímulos que permitem experimentar sensações nas partes distintas do corpo humano, a manutenção do equilíbrio postural e a realização de diversas atividades práticas para o praticante”, apontou Teixeira.

Enfatiza que esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. “A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolve novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima”, ensina.

Para finalizar, Flávia Teixeira afirma que a equitação traz muitos benefícios aos praticantes, tais como melhoras na concentração, equilíbrio, coordenação, postura, memória, autoconfiança e até mesmo maior sociabilidade. “A relação do aluno com os animais e com o campo é uma forma de estimular sentimentos como confiança, respeito e amizade”, diz, lembrando que as aulas no sítio acontecem de segunda a sexta-feira, em horários pré-determinados e marcados na sede da Apape.