“Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”

Mamonas! Eu quero ser otimista. Eu quero acreditar! Mesmo! Porém, quando veio a público a lista dos senadores que irão julgar o impeachment da presidente Dilma Vana Rousseff,  tive plena convicção de que o Brasil não tem mais jeito. Os “julgadores” também deveriam estar sendo julgados. Meu pai do céu! Isso mostra como estamos precisando de nova safra de políticos. Os que estão aí são figurinhas carimbadas, acusados dos mais variados tipos de crimes.

E não podemos nos esquecer que a votação na Câmara dos Deputados para aprovar o encaminhamento do processo ao Senado, foi um verdadeiro circo. No picadeiro dezenas de artistas oferecendo votos  aos familiares e as gerações futuras desses. Teve até homenagem a Carlos Alberto Brilhante Ustra, apontado como um dos maiores torturadores na nefasta época da ditadura militar.  Isso sem falar em palavras de baixo calão, demagogia barata, cantoria, faixas e cusparada. É o retrato da política atual.

Partindo do pressuposto de o impeachment de Dilma se confirmar (e tudo caminha para isso), assume o vice-presidente Michel Temer e na ausência deste a força da caneta da República fica com Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados que é acusado de vários casos de corrupção. E se por ventura Cunha também sair, entra Renan Calheiros,  um cidadão que dispensa comentários. Assim reza nossa Constituição. E o PMDB mostra a sua força política no Congresso. E que força!

E está na linha de frente da batalha pelo impeachment cidadãos desse partido que almejam ocupar os mais altos cargos da República brasileira, como: Edson Lobão, Eunício de Oliveira, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá, Valdir Raupp, Waldemar Moka, Newton Cardoso Júnior, Leonardo Picciani, entre muitos outros. Socorro! Chamem o José Sarney! Ou a Roseana Sarney! Só faltou o Aécio Neves que não pertence ao partido, mas faz parte desse timaço e tem muitas coisas a explicar.  E o tucanato que não torça o bico, pois é a realidade. O senhor Aécio não serve de exemplo pra ninguém.

Então ficamos assim: ou fica a senhora Dilma que está fazendo um dos piores governos da história política brasileira, ou ela sai impedida e entra o grupo daqueles que se intitulam os “salvadores da pátria” ou “arautos da honradez” e que estavam de mãos dadas com a presidente nos últimos anos. Jesus, que sina a nossa! Se ficar o bicho pega se corre o bicho come!

Não sou contra o processo de impeachment, muito pelo contrário. Faz parte da democracia. Mas, o roto vai dar lugar ao rasgado (ou rasgados). Esse é o problema. E para rimar, nosso dilema. A Dilma não tem mais condições de governar? Legal! Mas vejam bem quem vai entrar! Esse é o ponto!  Então o mais correto, no caso do impeachment se confirmar, seria marcar novas eleições em prazo mínimo possível, seguindo os preceitos da Constituição. O sensato no carrossel de insensatez.

tE quem seriam os candidatos? Os mesmos de sempre, oras bolas! E eu, agora caiçara e “morenando” na praia tomando água de coco e pescando robalos, vou colaborar com o processo buscando a renovação na política. Com a convicção de que a mineira Dilma  Vana Rousseff será impedida e o paulista Michel Miguel Elias Temer Lulia (não se assustem  é esse o sobrenome) não terá respaldo popular para governar, já estou entrando no clima de uma nova eleição presidencial e tenho candidata majoritária: Geisy Arruda! E o João Kleber vai de vice!