Secretario de Estado inaugura Casa da Juventude

Nesta quinta-feira (30), a partir das 19 horas, será realizada a cerimônia de inauguração da Casa da Juventude “Professor Vinício Aloise”, no Saguão da Estação Ferroviária de Botucatu. No evento está prevista a presença do secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Marcelo Mattos Araujo (foto), do prefeito de Botucatu, João Cury Neto, secretários municipais e diversas autoridades.

O espaço funcionará como a nova sede das sete oficinas do Atelier Cultura: desenho, xilogravura, fotografia, estamparia, aquarela, técnica de desenho e ateliê infantil. Também abrigará as aulas do Projeto Guri, que conta atualmente com 150 participantes, além de disponibilizar salas para atividades de dança e teatro.

A Casa da Juventude conta com sete salas para atividades, grande espaço multiuso que será utilizado para apresentações culturais, sanitários com acessibilidade, vestiários masculinos e femininos, refeitório, biblioteca e sala de reunião.

A Casa da Juventude também contará com o Projeto Cultural Cineco, o Cinema Ecológico, patrocinado pela Duratex, que ficará instalado de forma permanente no local, com o acervo de 200 filmes.

O “Cineco” é um projeto de fomento e difusão do cinema, que contribui para o resgate de ambientes públicos de socialização, garantindo o acesso gratuito das comunidades a filmes exibidos em grandes centros urbanos.

Trata-se de um cinema com formato inovador, cujo potencial de abrangência se adequa às mais diversas comunidades e regiões do País. Entre os 200 títulos do acervo, estão lançamentos do cinema mundial, animações, clássicos, filmes educacionais e documentários, atingindo o público jovem.

Para a apresentação do acervo do “Cineco”, o projeto conta com sofisticada aparelhagem de imagem e som: um moderno projetor com 3.500 lúmens e sistema de sonorização próprio para o local de exibição.

 

Segunda fase da restauração da estação ferroviária

Durante a cerimônia de inauguração da Casa da Juventude, a Prefeitura de Botucatu também iniciará a segunda fase das obras de restauro da Estação Ferroviária, construída no século XIX e desativada desde 1999, um dos mais representativos marcos culturais e históricos da Cidade. O prédio e toda a área da estação vão se transformar no mais importante polo público de cultura e educação de Botucatu. 

A data de início da segunda etapa das obras foi escolhida porque nesse dia se comemora o Dia do Ferroviário. O projeto foi viabilizado graças ao patrocínio da Duratex, com o incentivo fiscal do ProAC/ICMS da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. A iniciativa recebeu a aprovação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de são Paulo (Condephaat), por se tratar de um edifício tombado.

As obras, que deverão durar oito meses, abrangem a recuperação total do saguão principal do edifício, incluindo o seu fechamento com vidraçaria. Cúpula, parte do mezanino, escadarias, paredes, bar e piso do saguão principal serão recuperados em seu aspecto original, em todos os detalhes. Os banheiros serão adaptados às modernas exigências de acessibilidade, higiene e limpeza. Ao final dessa etapa, o prédio estará à disposição da Secretaria de Cultura para algumas atividades culturais.

Uma das partes mais interessantes e complexas será a recuperação da cúpula central. O madeiramento que sustenta suas placas ornamentais está apodrecido e, como se pretende restaurar os ornamentos – e não substituí-los – serão necessárias intervenções meticulosas para não danificar as peças que ainda podem ser recuperadas.  

É um trabalho superespecializado, diferentemente de uma reforma ou construção, pois se busca o resgate original da construção centenária, que é quase sempre lento e oneroso por ser feito por poucos profissionais especializados no país. O resultado, no entanto, é a garantia de mais 100 anos de vida do edifício, se bem conservado.

Na primeira fase, que durou sete meses, foram feitos todos os estudos e levantamentos das patologias existentes no prédio, tanto estruturais quanto aparentes. Isso incluiu o levantamento estratigráfico para identificação de todas as camadas de cores e materiais aplicados no edifício nos seus 120 anos de existência.

Após o trabalho de avaliação, iniciou-se a restauração, com intervenções estruturais para conservação do estado atual do conjunto. Foram executados o restauro e a troca dos materiais danificados, como o madeiramento do telhado e as telhas. Calhas, rufos, tubulações, alvenarias, caixilhos de ferro e madeiras das portas e janelas tiveram de ser tratadas e algumas substituídas.

A fachada frontal também passou pelo primeiro processo de conservação, com recomposição da argamassa e restauração das portas da entrada principal (saguão). As peças em madeira foram higienizadas e submetidas ao tratamento contra cupins.  Além disso, toda a área estava tomada por uma grande quantidade de sujeira e entulhos que teve de ser limpa e também higienizada.

Durante e após as obras, no local será realizado mais um Curso de Educação Patrimonial, com exposição de fotos e documentos relativos à história da estação e da ferrovia e à sua importância cultural, econômica, social e política para os cidadãos de Botucatu.

A segunda fase da restauração da estação ferroviária é uma realização conjunta da Prefeitura de Botucatu, através da Secretaria Municipal de Cultura; Secretaria de Estado da Cultura e Producom Comunicação e Cultura. O patrocínio é da Duratex. As obras estarão a cargo do Estúdio Sarasá.