Radicais participam da Prova de Haka Race

Rui Seabra Ferreira Júnior, Maurício Morcelli, Marco Mezena, José Buratini e Oscar Pessin, são profissionais liberais que fazem parte da equipe Saci e que estarão representando Botucatu na prova de Haka Race Expedition que acontece entre os dias 13 e 14 de julho pela região da cuesta.

Haka race é uma prova de aventura de média e curta distância disputada tanto no feminino como no masculino, tendo como modalidades: trekking, mountain bike, técnicas verticais, canoagem e orientação. Em Botucatu a prova terá um percurso de, aproximadamente, 100 quilômetros, sendo 60 de mountain bike (ciclismo), 20 de trekking (a pé) e 20 de canoagem (rio ou lagoa). Os competidores levam consigo na mochila alimentação (frutas e barras de cereais) e água.

O percurso por onde os atletas deverão passar só será conhecido horas antes da largada, já que um dos principais fundamentos desse esporte é o sentido de orientação, ou seja, não existe reconhecimento do trajeto e os competidores, usam bússula e altímetro para chegarem aos pontos de controle (PC) espalhados ao longo do percurso. Vence quem chegar primeiro ao ponto de largada.

Está previsto que os competidores passarão por todo o tipo de via, como estradas de terra, trilhas naturais, propriedades particulares, montanhas e estradas pavimentadas, exigindo total atenção dos atletas prevalecendo as leis de trânsito quando em vias públicas. Em alguns trechos da prova estarão em contato direto com a natureza e contemplarão paisagens impressionantes da cuesta com suas subidas e descidas íngremes, lama, pedras e mata fechada.

“Acredito que o primeiro competidor deverá cruzar a linha de chegada em torno de 10 horas. Além dos competidores é necessário que se tenha uma equipe que não participa diretamente da prova, mas fica em pontos de transição para levar a bicicleta ou barco inflável na troca de modalidade. A participação da equipe nos pontos de transição é muito importante para o bom desempenho de cada atleta”, observou o biólogo Rui Seabra, vice-diretor do Centro de Estudos de Veneno de Animais Peçonhentos (Cevap) e que é um dos praticantes do haka race, da equipe Saci.

Ele conta que a equipe já esteve competindo em outras cidades do interior paulista e de outros estados brasileiros. Enfoca que em todas as provas o percurso e os postos de controle são pré-determinados pela organização local. O mapa é entregue aos competidores e cada equipe tem que se virar para transpor os obstáculos naturais por terra ou por água.

“Quanto mais dificuldade, mais emocionante a prova fica. Além das dificuldades naturais é importante ter senso de orientação e direção”, coloca Seabra, lembrando que a equipe botucatuense está entre as primeiras do Estado e do País na temporada 2013.
A expectativa é que o evento atraia um grande número de competidores, para que a prova seja incluída no calendário anual de eventos radicais de São Paulo. “A geografia do nosso município oferece tudo que o competidor espera encontrar para realizar uma grande prova, com diversificados obstáculos naturais”, frisou o biólogo/atleta. “E nós, competindo em “casa” esperamos realizar uma grande prova”, finalizou.