Nadador Gustavo Borges pode fechar parceria com a AAB

Fotos: Erick Facioli

Com o intuito de integrar equipes e provar que o sonho olímpico é possível, o nadador Gustavo Borges esteve em Botucatu na tarde desta terça-feira (30) e acompanhado de diretores conheceu de perto o espaço físico da Associação Atlética Botucatuense (AAB) com o objetivo de viabilizar uma parceria para trazer sua academia para a Cidade.

Considerado um dos atletas mais completos da história da natação do País, ele traz em seu currículo, inúmeros títulos internacionais e quatro medalhas olímpicas que é o sonho de todo atleta do mundo. Borges conquistou a medalha de prata nos Jogos de Barcelona/1922, nos 100m livre; foi prata nos 200m livre em Atlanta/1996; bronze nos 100m livre em Atlanta/1996 e bronze no revezamento 4x100m livre em Sydney/2000.

Depois de conhecer o complexo aquático AAB, Gustavo Borges, adiantou que a parceria poderá ser viabilizada e Botucatu contando com toda a estrutura profissional que cerca o atleta e que é utilizada em outras cidades e iniciar o trabalho.

É praxe de o medalhista olímpico aconselhar os pais a colocar os bebês a partir dos 6 meses de idade na natação como primeira atividade ligada ao esporte de suas vidas. Idealizador da metodologia que ensinou mais de 60 mil crianças e jovens a nadar, o ex-atleta caiu na água pela primeira vez aos 5 anos, em Ituverava, interior de São Paulo, e se destacou mundialmente com títulos, pódios e até com o hall da fama da modalidade.

“O esporte é fundamental na vida das pessoas e a prática de atividades físicas ajuda na formação social da pessoa. No caso da natação, começar desde cedo com o apoio dos pais e das mães é importante e aumenta a confiança. Nosso objetivo com essa visita é trazer a estrutura da nossa academia para Botucatu”, relatou o nadador.

Todas as academias credenciadas pela metodologia Gustavo Borges passam por uma criteriosa avaliação para poder receber alunos a partir dos seis meses. Isso inclui aulas divididas por faixa etária, água a no máximo 32 graus de temperatura e vestiários anexados ? s piscinas. “Não é aconselhável nadar antes, já que os recém-nascidos precisam fortalecer a coluna cervical, que serve para sustentar a cabeça. Além disso, é preciso que a maioria das vacinas, obrigatórias nesta fase da vida, tenham sido aplicadas”, explica o medalhista olímpico.

Nas academias Gustavo Borges, em Curitiba e São Paulo, as aulas para os bebês são lúdicas e cheias de músicas e materiais específicos para a natação de recém-nascidos. “Criamos um ambiente propício e familiar, deixando os bebês mais tranquilos e seguros estimulamos a garotada por meio de cores e materiais de diversos tamanhos e texturas”.

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Nascido em Ribeirão Preto, mas morando em Ituverava durante toda sua infância, Gustavo Borges sempre se deu bem dentro do ambiente aquático. Nas brincadeiras com colegas e nas primeiras competições, aos nove anos, já mostrava talento. Numa gincana entre escolas, chegou ao pódio pela primeira vez defendendo a Escola Estadual Capitão Antônio Justino Falleiros, em 1981. O bronze teve cara de ouro na prova dos 50 metros livres. “Foi a minha verdadeira iniciação no esporte”, lembra o medalhista olímpico. O ex-nadador chegou a perder para meninas no início e, por isso, sempre usa a expressão “tudo tem seu tempo” nas suas palestras motivacionais.

Antes dessa primeira proeza, no entanto, o futuro medalhista olímpico em Barcelona e Atlanta já começara a tomar gosto pelo esporte que o projetaria mundialmente. Na virada de década de 1970, Gustavo ingressou na escolinha de natação da Associação Atlética Ituveravense. Passou a receber as primeiras instruções da professora Ivana Junqueira de Castro, que se não lhe ensinou as técnicas refinadas do esporte, teve o mérito de despertar nele o gosto pela natação. Foram cerca de quatro meses de aulas, até que o presidente do clube contratou o técnico Luiz Carlos Borges, de Ribeirão Preto.

Apesar das coincidências de sobrenomes, o treinador nada tinha a ver com a família de Gustavo. Com sua chegada ao clube, os treinos se tornaram mais intensos e foram organizadas viagens a cidades próximas, como Orlândia e Franca, onde a equipe da Associação Atlética participava de festivais e competições. Assim Gustavo passou a frequentar os pódios regionais, depois estaduais, nacionais e internacionais, se tornando um dos melhores atletas do mundo.