Massa comemora saída da Ferrari com pizza

“Eu não sei o que vem por aí. Só sei que vou reunir todos na minha casa para um jantar, pizza, como tradicionalmente faço todos os anos”. Foi dessa maneira que o piloto de Botucatu Felipe Massa deverá comemorar sua derradeira corrida pela equipe Ferrari, no Grande Prêmio do Brasil, previsto para acontecer neste final de semana no autódromo José Carlos Pacce, em Interlagos, São Paulo. Corrida marca sua despedida do time italiano após oito anos. O Brasil é o 19º GP do calendário.

Na agenda do piloto brasileiro conta que ele ficará dois dias, em dezembro, na sede da sua nova equipe, em 2014, a Williams, em Grove, a Oeste de Londres, e depois a partir de janeiro trabalhar no simulador a maior parte do tempo até a estreia do novo carro, possivelmente no primeiro dia de treinos da pré-temporada, 28 de janeiro, em Jerez de la Frontera, na Espanha. “Visitei todos os cantos da fábrica. Eles têm tudo lá. Agora é fazer funcionar. Estão muito animados e eu também”, disse nesta quarta-feira, em São Paulo.

Massa relata que ficou satisfeito com a conversa que teve com Frank Willians. “Gostei dele. Tinha a impressão de ele ser mais duro. Ele quer reverter completamente o que fizeram este ano. Produziram o pior carro da história”, disse. “Vi o projeto do modelo de 2014. Vi tudo. Fiquei com boa impressão. Falei com Pat Symonds (diretor técnico), a mudança no regulamento é gigante. Já guiei o carro da Ferrari de 2014 no simulador e é outro mundo. Parece que você está correndo no molhado, não tem aderência”, comenta.

O jovem finlandês Valtteri Bottas será o companheiro de Massa, com quem também conversou. “Trocamos algumas ideias. Ele é um cara tranquilo. É bom piloto, na classificação ficou mais vezes na frente do Pastor Maldonado, que é um piloto rápido”, avaliou Massa. O Brasil é o 19.º GP do calendário. Bottas vence a luta do grid com Maldonado, este ano, por 11 a 7.

Com relação ao contrato assinado pelo seu empresário, Nicolas Todt, por cinco temporadas, Massa prefere não falar em números. “Eles me procuraram e disseram que me queriam de qualquer maneira. É bom sentir-se desejado pela equipe. Foi um ótimo contrato”, disse, mas desconhece as fontes de receita que vão compor o orçamento de 2014. A temporada exigirá investimentos maiores dos deste ano. “Eles estão atrás de patrocinadores. Conheço muita gente, não apenas no Brasil. Se eu puder ajudá-los… Não fez parte da nossa conversa, mas quanto maior o investimento melhor é para o time”, finalizou.

Fonte: Estadão