Felipe Massa divide pódio com Alonso em Bahrein

O piloto de Botucatu, Felipe Massa, começou muito bem a temporada no Campeonato Mundial de Fórmula Um, disputado na manhã desse domingo (horário de Brasília) no circuito de Sakhir, em Bahrein.

Massa poderia ter ganhado a corrida. Ele largou na primeira fila, atrás apenas do alemão Sebastian Vettel. Porém na primeira curva ele foi ultrapassado pelo seu companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso e caiu para terceiro.

A situação entre os dois pilotos da Ferrari não se modificou até o final da corrida. Sempre Alonso se manteve ? frente de Massa. Na volta 39, Vettel, que liderava até com certa tranquilidade, teve um problema no carro e foi ultrapassado por Alonso e Massa, respectivamente e os pilotos mantiveram suas posições até a bandeirada final.

Em entrevista coletiva após a corrida de Bahrein, Felipe Massa, estava feliz com sua classificação, já que retornou ? s pistas oito meses após o acidente que o deixou de fora da disputa na última temporada. Nos treinos classificatórios para definir o grid de largada ele se manteve ? frente de Alonso “A corrida foi realmente boa e fantástica para nós. Com certeza, não tive um bom começo, perdi uma posição importante para o Fernando na primeira curva. Depois disso, a prova foi perfeita para mim, com os pneus macios e duros”, comemorou o piloto de Botucatu.

Massa revela que teve problemas em seu carro e viu sua chance de conquistar a vitória se distanciar, já que Alonso manteve o forte ritmo com que conquistou a vitória. “Comecei a ter problemas de temperatura e isso aumentou muito o consumo de combustível, então comecei a poupar combustível nas últimas voltas”, explicou Massa. “Não havia mais nada a fazer. Tivemos sorte com os problemas de Vettel, para superá-lo e conquistar alguns pontos, e sorte que Lewis Hamilton não estava tão rápido no fim”, complementou Massa.

O inglês Lewis Hamilton, também fez a ultrapassagem sobre Vettel e completou o pódio entre os dois ferraristas. Ele, que também está na disputa do título mundial deste ano, correu a maior parte da prova em quarto e ficou com o terceiro lugar após a falha do motor de Vettel. O alemão Michael Schumacher, que todos esperavam que teria um retorno triunfal, sentiu os anos em que ficou parado e terminou em sexto.

Rubens Barrichelo ficou na décima colocação. Os dois brasileiros estreantes na categoria, Lucas di Grassi, da VRT, e Bruno Senna, da Hispania, abandonaram a prova logo no início com problemas mecânicos. Di Grassi, ficou na caixa de brita de uma das curvas do circuito. Senna abandonou após a quebra do seu motor Cosworth.

{n}Classificação final{/n}

1 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari)
2 – Felipe Massa (BRA/Ferrari)
3 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes)
4 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault)
5 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes)
6 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
7 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes)
8 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault)
9 – Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes)
10 – Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth)
11 – Robert Kubica (POL/Renault)
12 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes)
13 – Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari)
14 – Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth)
15 – Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth)
16 – Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth)
17 – Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth)

{n}Conheça a mudanças da F-1 em 2010{/n}

– Calendário mais longo: O número de corridas passou de 17 para 19 com a volta do GP do Canadá, em Montreal, e com a introdução do GP da Coreia do Sul, em Yeongam, 320 km ao sul da capital Seul. Curiosamente apenas 8 GPs serão disputados na Europa, berço da categoria e sede da grande maioria das equipes.

– Número de equipes: foi aumentado para 12, com a chegada da Virgin Racing e da HTR e o retorno da tradicional Lotus. A Toyota e a BMW abandonaram, sendo que a montadora alemã manteve o nome na F1 com uma associação com a suíça Sauber que volta ao grid. No mais, os mesmos do ano passado com Ferrari, McLaren, Red Bull, Williams, Renault, Force India e Toro Rosso. Completa o grid a Mercedes que comprou a atual campeã Brawn GP.

– Pontuação: Esse ano o vencedor leva 25 pontos, sete a mais do que o segundo colocado. Na última temporada o ganhador ficava com 10 pontos, apenas dois a mais do que o segundo. A mudança quer estimular a briga pela vitória, acabando com a acomodação que os oito pontos de um segundo lugar garantia. Este ano os dez primeiros pontuam: 25, 18, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1.

– Treinos: O maior número de equipes levou a uma mudança nas regras do treino final de sábado que determina o grid de largada. Agora sete carros serão eliminados na primeira sessão (Q1) e outros sete não passarão da segunda (Q2). A fase final de classificação (Q3) continua sendo feita pelos 10 carros restantes. Isso torna a primeira sessão mais congestionada e portanto mais difícil.

– Acabam as paradas para reabastecimento: Agora, os carros que antes largavam com cerca de 50 kg de combustível, passam a levar 150 kg. Se por um lado o peso extra reduz a velocidade dos carros na pista, por outro vai torná-los mais difícil de guiar, principalmente na freada para a primeira curva após a largada.

– Pit-stop: Ficam restritos ? mudanças para pneus e troca de componentes avariados. O reabastecimento, que já decidiu tantas corridas, fica proibido.

– Redesenho: Com o tanque de combustível ocupando quase o dobro do espaço que ocupava nos carros da temporada anterior, os projetistas tiveram que redistribuir os componentes internos para manter o equilíbrio perfeito no design.

– Freios e Pneus: talvez os dois componentes mais afetados pela carga extra de combustível. Carros mais pesados representam uma sobrecarga nos freios e pneus. Atenção especial para os pneus na decisão de GPs. Grande parte da estratégia das equipes vai estar baseada no uso e troca de pneus. Agora os 10 primeiros pilotos no grid terão que largar com os penus usados no Q3, enquanto que os demais poderão optar, o que em alguns circuitos poderá dar uma enorme vantagem ao décimo-primeiro colocado no grid, por exemplo.

– Motores: Os oito motores permitidos para cada carro agora terão que durar 19 corridas e não mais 17. Além disso, o grande desafio para os engenheiros é tentar conciliar potência e economia, combinação vital para o sucesso desta temporada.

– Pilotos: Além de Schumacher, o grid tem um monte caras novas menos expressivas, incluindo o brasileiro Bruno Senna, sobrinho do grande campeão Ayrton. Lucas di Grassi, no comando de um dos carros da Virgin Racing, eleva para 4 o número total de brasileiros.