Ex-atleta da AAB faz sucesso jogando no Paraná

Leonardo dos Santos Costa, ou simplesmente Leo Costa, tem 23 anos, 14 deles dedicados ao futsal, sendo 9 nas categorias de base da Associação Atlética Botucatuense (AAB). O atleta é filho de outra figura conhecida no clube, o mordomo (roupeiro) Marcos Antonio da Costa, o Marcão, que há 15 anos defende as cores da Veterana.

Atualmente, Léo Costa é um dos destaques do Marreco, time da cidade de Francisco Beltrão (PR), que disputa as quartas de final da principal divisão do futsal paranaense. Está há três meses no clube, mas já é considerado um dos principais reforços da temporada, sendo escolhido o melhor jogador (“Fera do Jogo” Troféu Rádio Anawin) em quadra por diversas vezes. A cidade com cerca de 80 mil habitantes respira futsal. Três rádios locais transmitem os jogos e a cobertura da imprensa é muito forte.

Pela AAB, em 2008, foi campeão nos Jogos Regionais Lins sub 21, 3º Jogos Abertos do Interior Piracicaba sub 21, vice-campeão Troféu Piratininga, campeão do Estadual Serie Prata, vice-campeão do Estadual Serie Prata sub 20; em 2007, foi campeão dos Jogos Regionais São Manuel, vice-campeão dos Jogos Abertos do Interior Praia Grande; em 2006, foi campeão dos Jogos Regionais Piracicaba Sub 21; em 2005, terceiro lugar no Estadual Série Prata; em 2004, conquistou o Troféu Piratininga e o terceiro lugar no Estadual Serie Prata; em 2003, foi vice-campeão Troféu Piratininga e; em 2002, vice-campeão do Troféu Piratininga.

A principal conquista individual pela Veterana foi o Troféu Tênis de Ouro, em 2006, prêmio conferido pela Federação Paulista de Futsal. O jogador que atua como fixo e na ala saiu da AAB em 2009 para se transferir para o Grêmio Barueri, onde foi campeão Metropolitano Sub-20 da Série Ouro e dos Jogos Regionais. Depois, passou pelo Vocem/Assis, pelo São Paulo/Marília (campeão Copa TV TEM, Jogos Regionais e Jogos Abertos), Wimpro Guarulhos (vice-campeão Jogos Regionais) e FIB Bauru.

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Por Erick Facioli

– Como foi a sua passagem pela a AAB? O que significou o clube na sua carreira? {/n}
– Eu comecei a jogar em 1999 na AAB na categoria pré-mirim e fiz meu ultimo ano em 2008, já no sub-20. Tenho um enorme carinho pelo clube e boas recordações. Ganhei alguns títulos, mas o mais importante foi o aprendizado. Foram 9 anos frequentando quase que diariamente a estrutura do clube e os profissionais envolvidos com o futsal me deram a base para o que sou hoje, tecnicamente e como pessoa também.

{n}- Qual a influência do seu pai na sua história como atleta? {/n}
– Meu pai, o Marcão, foi no inicio e continua sendo ate hoje meu maior apoio no futsal. Ele esta sempre sabendo o que acontece e me deseja bom jogo em cada partida. Quando criança ele, assim como a minha mãe, praticamente me obrigaram a entrar na escolinha da AAB. Com o tempo peguei gosto e depois de entrar para a equipe de competição sempre acompanharam os jogos, viagens e me incentivaram bastante. Hoje, depois de quase 14 anos jogando e não sendo possível assistir os jogos no ginásio, ele acompanha pela internet, me manda mensagens, me liga para criticar ou elogiar. Estamos sempre nos falando. Basicamente, eu virei um atleta de futsal por causa dele e me mantenho sendo pelo mesmo motivo, devo tudo a ele.

{n}Como está sendo a sua passagem pelo Marreco? {/n}
– Estou no Marreco, em Francisco Beltrão/PR, há quase 3 meses. A adaptação foi bem complicada. O futsal aqui é em um ritmo mais acelerado e exige um preparo melhor do que em São Paulo, mas agora estou adaptado e feliz. Tenho feito bons jogos e ajudado a equipe. Em qualquer lugar da cidade é possível ver alguém com a camisa do Marreco, alguém falando sobre algum jogo. Quase sempre sou abordado por alguém na rua para receber um elogio ou cobrança. No último jogo da segunda fase tivemos um clássico valendo vaga para as quartas de final, quase 4 mil pessoas estavam assistindo. É uma grande motivação e uma enorme responsabilidade. Eu particularmente acho isso sensacional.

{n}- Quais são seus objetivos a médio e longo prazo no futsal? {/n}
– Por enquanto meu maior foco é o campeonato paranaense, meu principal objetivo é ser campeão, assim como os Jogos Abertos do Paraná. No futsal, infelizmente, você não pode fazer planos ao longo prazo devido a instabilidade do esporte, mas por hora meu pensamento é no Marreco, em vencer e dar continuidade no trabalho que tenho feito. Para o futuro, pretendo voltar a jogar a Liga Nacional, ser campeão e vestir a camisa da seleção brasileira. Por que não? São sonhos e ao mesmo tempo objetivos, que podem ser realizados com toda certeza.

{n}- Qual conselho você daria para as dezenas de garotos que praticam o futsal aqui na AAB e desejam seguir carreira no esporte? {/n}
– Que devem acreditar e fazer por onde para realizar seus desejos. A AAB sempre formou e teve grandes atletas, muitos dos grandes passaram ou foram formados em Botucatu. Assim, os profissionais do clube, técnicos, diretores e até mesmo os jogadores mais experientes que frequentam o clube, devem ser sempre ouvidos e admirados, pois irão ajudar a ser o melhor que podem ser no futsal. Aos que tiverem oportunidade de jogarem em outra equipe, em outra cidade, que se arrisquem e corram atrás de seus sonhos. Agarrem essa oportunidade e pensem como atletas e não jogadores. Foquem nos treinos e jogos. Cada minuto dentro de quadra é uma vitrine. Fora da quadra, sejam sempre íntegros, respeitosos e justos. Não vai ser fácil, mas a sensação do “eu consegui” faz valer a pena.