Ensino de Botucatu supera metas do Governo Federal

A rede municipal de ensino de Botucatu superou as metas propostas pelo Ministério da Educação (MEC) para serem alcançadas no ensino fundamental, em 2013, tanto no ciclo inicial (de 1º ao 5º ano) quanto no ciclo final (6º ao 9º ano), de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Ministério da Educação. Somando as notas de todas as séries avaliadas, o IDEB das escolas do município alcançou média 6,0, ficando muito próximo da meta projetada para 2015 que é de 6,1.  

Nos anos iniciais, quando são avaliados os alunos da 4ª série e do 5º ano, o Ideb alcançou a nota 6, acima do índice de 2011 (5,6) e acima também da meta projetada pelo MEC (5,8). Já nos anos finais do ensino fundamental, que avalia alunos da 8ª série e 9º ano, o Ideb foi de 4,5 pontos, índice superior ao alcançado na edição anterior (4,4), acima da meta de 4,4 projetada pelo governo federal. A avaliação de todas as séries fez com que o Ideb geral da rede municipal pulasse de 5,6 em 2011 para 6,0 no ano passado.

Criado em 2007, o Ideb leva em conta dois fatores que interferem na qualidade da educação: rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho na Prova Brasil, em uma escala de 0 a 10.Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula. 

Para chegar ao índice, o MEC calcula a relação entre rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e desempenho na Prova Brasil aplicada para crianças do 5º e 9º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio. O índice é divulgado a cada dois anos e tem metas projetadas até 2021.

Os números alcançados em Botucatu são ainda mais positivos quando comparados com os verificados no estado de São Paulo, no Brasil e com as redes municipais das demais cidades. Nas séries iniciais, enquanto a média do município foi de 6, no estado ficou em 5,8 e no Brasil alcançou 5,2. A média das escolas administradas pelas redes municipais em todas as cidades brasileiras foi de 4,9. 

Já nas séries finais, a nota de Botucatu (4,5) está um pouco acima das escolas públicas avaliadas no estado (4,4) e supera a média do Brasil que ficou em 4,2. Na comparação com as redes municipais das demais cidades brasileiras, o desempenho das escolas botucatuenses, na média, também é superior: 4,5 contra 3,8. 

De um total de 18 escolas avaliadas em Botucatu, 12 conseguiram notas melhores do que em 2011 no ciclo inicial do ensino fundamental. A nota mais alta é da EMEFEI “Prof. Luiz Carlos Aranha Pacheco” (Jd. Paraíso) que alcançou 7,5. A mais baixa é da EMEF “Prof. Américo Virgínio dos Santos” (Cecap) com 4,5. Já no ciclo final, duas das quatro escolas avaliadas melhoraram suas notas. O melhor desempenho é da EMEF “Dr. João Maria de Araújo Júnior” (Vila São Lúcio) com 4,9. No outro extremo ficou a EMEF “Profa. Elda Moscogliato” com 4.0.

A secretária municipal de Educação, Alessandra Lucchesi de Oliveira, atribui a melhora do índice do IDEB nas escolas municipais a uma série de investimentos e ações que estão sendo colocados em prática pelo atual governo, com destaque para o processo de capacitação do corpo docente. Os dados referentes, sobretudo, ao Ensino Fundamental I foram muito comemorados. Na manhã desta segunda-feira (8) o prefeito João Cury esteve reunido com a secretária e diretoras de escolas municipais para analisar os números e parabenizá-las pela evolução na comparação com o Ideb de 2011. 

“Este é um trabalho que desenvolvemos desde 2012 quando assumimos a Educação. Temos procurado capacitar os professores para um ensino de melhor qualidade. Um trabalho realmente feito em sala de aula a partir do momento em que nos preocupamos com quadro de professores completos; reforço no contra turno escolar; como também todas as demandas dos gestores que foram transformadas em ações positivas para as crianças aprenderem”, frisa.

Os programas Mais Educação e Segundo Tempo também são apontados como ações de fortalecimento do processo de aprendizagem, pois atendem oficinas de Letramento e Matemática e de desenvolvimentos de habilidades nas demais oficinas.

Já no Ensino fundamental II, a secretária reconhece que a média subiu abaixo do percentual desejado. “O fluxo escolar que leva em conta a retenção, evasão e aprovação não contribuíram para um crescimento maior. Existem inúmeras transferências entre escolas públicas nessa faixa etária. Temos e vamos melhorar”, afirma a secretária.

 

Evolução

Ano        4ª Série/5ºano     8ª série/5º ano  Todas as

 

2005             4.8                3.6                4.8

2007             5.5                4.0                5.5

2009             5.9                4.4                5.9

2011             5.6                4.4                5.6

2013             6.0                4.5                6.0