Corinthians é campeão invicto da Libertadores

Fotos: Valéria Cuter

Não teve pra ninguém, o sonho foi realizado e o Corinthians entra para a história como mais um time brasileiro campeão da Copa Libertadores da América, de maneira invicta. O palco da conquista não poderia ser outro: Estádio Municipal do Pacaembu, considerado a “casa” do Corinthians. E mais: o adversário foi um dos times mais tradicionais da Argentina: Boca Juniors, com seis títulos conquistados.

Os dois gols de Emerson Sheik, feitos no segundo tempo, coroou o trabalho impecável da equipe mais regular do campeonato. A conquista acaba enterrando a estigma do time nunca ter levantado o título sulamericano.
No primeiro tempo o jogo foi equilibrado com poucas chances de gols criadas e os lances ficaram mais concentrados no meio de campo e o 0 a 0 fez jus ao que as duas equipes fizeram ao longo de 45 minutos.

A festa corintiana começou aos 8min do segundo tempo: após toque de calcanhar de Danilo, Emerson finalizou para o gol. A equipe argentina sentiu o impacto do gol e passou a errar passes.

Num desses lances o zagueiro Schiavi aos 27min entregou a bola nos pés de Emerson na intermediária, que partiu em velocidade e marcou o segundo gol que desmoronou de vez a, até então, temida equipe argentina.

Os 40 mil corintianos que compareceram ao Pacaembu faltando 05 minutos para o encerramento da partida já gritavam “é campeão”. Grito que estava preso na garganta há muitos anos e ecoou por diferentes regiões brasileiras.

Em Botucatu não foi diferente e os torcedores, logo após o apito final saíram ? s ruas com bandeiras e camisetas fazendo muita festa. O ponto de encontro dos corintianos foi na Avenida Dom Lúcio e a festa varou a madrugada,

O técnico Tite armou o time campeão com Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex (Douglas) e Danilo; Jorge Henrique (Wallace) e Emerson (Liedson).

Júlio César Falcione, que como jogador disputou três Libertadores e ficou três vezes vice-campeão, chegou a sua quarta final, desta feita como técnico e mais uma vez não conseguiu o título. Escalou o Boca com: Órion (Sebastián Sosa); Franco Sosa, Schiavi, Caruzzo e Clemente Rodríguez; Ledesma (Cvitanich), Somoza, Erviti e Riquelme; Mouche (Viatri) e Santiago Silva.