Botucatuense foi campeão da Taça São Paulo de Juniores

Por: Jair Pereira de Souza

 

Único jogador de Botucatu que foi campeão da 11ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, jogando pelo Marília Atlético Clube (MAC), como titular absoluto. Estamos falando de Walmir José Deleo, que atuava na lateral esquerda e foi um dos principais jogadores desta conquista que ficou na história.

Hoje se encontra lá no museu do Marília o troféu que foi uma das maiores conquistas deste clube. Este grande jogador que também atuou por diversas agremiações pelo interior do Estado é o nosso entrevistado da semana, como homenagem ao que fez pelo futebol.

 

Acontece – Walmir como foi seu início no futebol?

Walmir – Meu primeiro campeonato oficial foi no Dente de Leite jogando pelo Palmeirinha, um time montado pelo Benedito Santa Rosa e seu irmão Toninho, mas comecei dar meus primeiros passos no futebol com 12 anos de idade num campinho da Guarda Mirim que ficava onde hoje é a merenda escolar da Prefeitura. Eu com 12 anos de idade jogava com pessoas que tinham até 20 anos.

 

Acontece – Quais os principais times que você jogou?

Walmir – Palmeirinha (Dente de Leite), A.A. Ferroviária, (infantil e juvenil) onde fui bi-campeão e campeão pelo juvenil do Tanquinho. Passei no teste no Guarani de Campinas e ingressei nas categorias de base do juvenil B. Joguei pelo Marília por quatro anos e conquistei dois vice-campeonatos na Copa São Paulo Júnior. Em 1979 fui campeão. Joguei pelo Londrina, Bragantino, Lençoense, onde fui campeão conquistando o titulo da terceira divisão.

 

Acontece – Fale de um momento de emoção que você nunca esquece e ficou marcado na sua carreira.

Walmir – Foi em 1979, quando fui campeão invicto  da taça São Paulo de juniores pelo Marília AC, disputando a final contra o Fluminense do Rio. Um acontecimento inesquecível dessa partida foi quando o Fluminense dava o maior sufoco no MAC e eu dei um chute na bola acertando o troféu que seria entregue ao campeão no final da partida. Na verdade amassei o troféu que se encontra no museu Histórico do MAC. Ganhamos o jogo por 2×1 e tive a felicidade de participar desta conquista como titular absoluto.

 

Acontece – Você poderia nos descrever um gol que você marcou e o considera como o mais bonito?

Walmir – Foi num jogo contra o XI de Piracicaba dentro do Estádio Barão de Serra Negra. Na cobrança de uma falta do lado esquerdo acertei o ângulo, sem possibilidade de defesa para o goleiro. Ganhamos este jogo por 3×1.

 

Acontece – Cite agora um momento que não foi bom na sua carreira com aspecto negativo.

Walmir – Aconteceu num jogo contra o Comercial de Ribeirão Preto. Perdemos de 4×1 e levei um “vareio” de bola do Mauricinho, que fez a diferença neste jogo. Este jogador depois jogou no Vasco da Gama, Palmeiras e na Seleção Brasileira de Juniores, considero este jogo como um dos piores da minha carreira.

 

Acontece – Como você chegou ao profissional?

Walmir – Jogava na AA Ferroviária e o “velho Guanxuma” gostou de meu futebol e me levou para o Guarani de Campinas, nunca vou me esquecer do que fez por mim. Alí tive uma passagem rápida. Voltei para Botucatu e já estava procurando emprego, quando para minha surpresa, vieram na minha casa me buscar o presidente do Marília, Pedro Pavão e o treinador Pupo Gimenez, isto por indicação de um amigo. Assinei contrato com o MAC e fiquei quatro anos. Joguei ao lado de Márcio Rossini, Paulo Cezar que era goleiro, Jorge Putinare, Carlos Alberto Borges, Luiz Silvio, Manguinha, Dorival Junior que hoje é treinador, Luis Andrade, Pecos, entre outros. 

 

Acontece – Pelo que vejo você teve uma trajetória de vitórias nos juniores e seu futebol encantou muitos treinadores. Porque na hora de decolar no time principal acabou desistindo?

Walmir – Em 1983 fui convidado pelo presidente Edgar Drago para fazer parte da Internacional de Limeira, porém, decidi deixar o esporte profissional para trabalhar como industriário. Tomei esta decisão por decepção que tive no futebol. Prefiro não entrar em detalhes.

 

Acontece – Você poderia nos descrever qual foi sua principal qualidade como jogador?

Walmir – Fui um bom marcador. Ali na lateral esquerda marquei grandes jogadores, tinha um bom passe e batia bem faltas.  No Marília os batedores de faltas eram eu, Marcio Rossini e o Fernando, um lateral que atacava e defendia bem.

 

Acontece – Cite um jogador que jogou ao seu lado que você o considera como um dos melhores jogadores?

Walmir – Sem duvidas nenhuma foi o Jorginho que jogou no Palmeiras que tinha como técnico Telê Santana e jogou na Seleção Brasileira. Eu o considero como um grande craque com o qual tive a felicidade de jogar.

 

Acontece – Walmir você ainda continua em atividade no futebol?

Walmir – Sim! Continuo jogando com o pessoal da terceira idade na AA Botucatuense, faixa de 50 anos, no futebol suíço.