Botucatu sedia final do handebol da Fundação CASA

Fotos: Luiz Fernando

Na manhã desta terça-feira foi realizado no Ginásio Cleoneide Bruder Azzem, no Estádio Municipal João Roberto Pilan, em Botucatu, a final do 5º Torneio Regional de Handebol, que está sendo promovido pela Divisão Regional Oeste (DRO), da Fundação do Centro de Atendimento Socioeducacional ao Adolescente (CASA).

Depois da fase classificatória três equipes viajaram para Botucatu com o propósito de disputar o triangular final: Irapuru, Rio Preto e Iaras. Depois de jogarem entre si, ficaram para a final a CASA de Irapuru que derrotou Iaras por 9 a 7 sagrando-se campeã da fase regional, garantido a vaga para disputar a fase final estadual no dia 25, no Ginásio do Pacaembu, em São Paulo.

Estiveram presentes na final regional em Botucatu o gerente de Educação Física da entidade, José Paulo Rufino e o ex-jogador de futebol, José Maria Rodrigues Alves, o Super Zé, que por muitos anos foi titular absoluto da lateral direita do Corinthians e fez parte do grupo que foi campeão na Copa de 1970, no México, considerada por muitos comentaristas esportistas como a melhor seleção de todos os tempos. Zé Maria hoje coordena o programa esportivo da Fundação Casa e está em contato direto com os internos.

“Converso com esses meninos para lhes passar um pouco da minha formação, da minha educação, da minha experiência, para que possam voltar ao caminho do bem. Você acaba contando um pouco da sua história, da sua vida, das dificuldades, da importância da disciplina”, afirmou Zé Maria enfocando que o esporte tem sido uma ferramenta para isso. “Estamos conseguindo resultados maravilhosos sem visar ? formação de profissionais no esporte. Nosso objetivo não é fazê-los grandes atletas, e sim, grandes homens”, comentou o ex-craque corintiano.

José Rufino explica que cerca de 100 jovens da Fundação Casa, participaram do 5° torneio Regional de Handebol. “Os cinco campeões da etapa regional disputarão as finais em 25 de junho”, disse, ressaltando que o objetivo do torneio é incluir o adolescente na convivência comunitária por meio da prática esportiva.

“Essa é a finalização de um trabalho, no qual usamos o esporte como ferramenta de ressocialização, na comunidade”, explica. “Além do handebol os internos já disputaram torneios de futebol de campo e tênis. Após o handebol virão os (torneios) de voleibol e futebol de salão”, concluiu.