Atleta de 16 anos se especializa em marcha atlética

Foto: Luiz Fernando

Embora não seja muito praticada na região, a marcha atlética é uma das modalidades esportivas do atletismo mais difíceis, já que exige do atleta uma grande coordenação motora para se executar uma progressão de passos de maneira que o atleta sempre mantenha contato com o solo com, pelo menos, um dos pés.

A perna que avança tem que estar reta, ou seja, não fletida (flexionada) desde o momento do primeiro contato com o solo até que se encontre em posição vertical. A marcha é uma atividade em que a resistência e a técnica do atleta são fundamentais. Foi integrada aos Jogos Olímpicos em 1908 e em 1992 passou a ser disputada também na categoria feminina.

Em Botucatu uma atleta que vem se especializando nessa modalidade é a jovem Fabiana Aparecida Lopes, de 16 anos de idade, que este ano irá disputar os Jogos Regionais por Botucatu. No ano passado competiu por Jaú, sob a orientação do professor Nilton César Andrade – Nenê. Ela é uma das poucas atletas que tem índice para competir em Jogos Abertos do Interior.

“Fui incentivada pelo (professor) Nenê, que enxergou em mim potencial para competir nessa modalidade. No início não estava muito confiante, mas passei a treinar e os resultados começaram a aparecer. Empolguei-me e agora meu propósito é me aperfeiçoar cada vez mais para poder representar Botucatu”, disse Fabiana Lopes.

Ela revela que o esporte exige, além do preparo físico, muita concentração. “Temos que caminhar ou marchar o mais rapidamente possível sem correr e isso exige uma técnica especial e um entrosamento entre o corpo e a mente, para não correr o risco de ser desclassificada”, explica. “Tenho consciência de que tenho muito a evoluir e que estou no caminho certo”, complementou.