AA Botucatuense abre espaço para o jogo de capoeira

As aulas são coordenadas pelo mestre Pinóquio que já  é bastante  conhecido no cenário da capoeira  no Estado de São Paulo e já ministrou aulas na Austrália  

 

A Associação Atlética Botucatuense (AAB) está com inscrições abertas para a modalidade de capoeira. Para adultos, as aulas são as terças-feiras a partir das 20h30 e sextas-férias às 19h30. O clube conta ainda com aulas exclusivas para crianças a partir de 10 anos de idade às terças-feiras, às 9h30.

As aulas são coordenadas pelo mestre Pinóquio (foto ao centro),  que já  é bastante  conhecido no cenário da capoeira  no Estado de São Paulo e já ministrou aulas na Austrália,  na sala de dança da AAB e são destinadas  aos sócios e dependentes. Os interessados podem obter mais informações na Secretaria de Esportes do clube ou pelo telefone (14) 3882-1866.


A criança que pratica capoeira aprende não apenas a jogar como também a cantar (o que tem sido transmitido oralmente há séculos, cantos africanos especialmente criados para esse tipo de atividade) e a tocar (entre os instrumentos mais tradicionais, destaque para o berimbau, o pandeiro e o caxixi, um chocalho feito de sementes). O jogo de Capoeira também aprimora o controle emocional, estimulando a observação e a defesa, quando necessária, ao contrário de incentivar a agressividade e a violência.

Algumas vantagens: difunde o valor da defesa e não do ataque, ajuda na formação moral, desenvolve e amplia a cognição, desperta a curiosidade infantil, promove o desenvolvimento físico, estimula o controle emocional e combate as inibições. Mestre Pinóquio enfatiza que  um bom professor não é aquele que é o melhor na prática e sim aquele que consegue transmitir o conhecimento de forma simples e clara para todos que querem aprender sem descriminar ninguém.  

“É muito difícil descrever em palavras o que a capoeira significa na minha vida. Nunca fiz planos para o futuro na capoeira, comecei com a intenção de aprender a saltar e assim que comecei a frequentar as aulas fui percebendo aos poucos o real valor da capoeira. Vi que podia me expressar de varias formas e que meu corpo correspondia de forma natural ao toque do berimbau, do atabaque e do pandeiro. Meu corpo arrepiava quando ouvia o mestre cantar e assim fui aprendendo. Tudo aconteceu de forma natural”, afirma.